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04/02/2016 10:00 - Atualizado em 21/10/2016 10:55

Dia Mundial do Câncer: Conheça os avanços da medicina

Inca estima 600 mil novos casos da doença no Brasil em 2016.

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Redação

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Hoje é o Dia Mundial do Câncer, ocasião para discutir sobre tratamentos e meios de enfrentar a doença. Infelizmente, os dados não são animadores. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2016, o Brasil terá 600 mil novos casos.

No mundo, as perspectivas também são pessimistas. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), por ano, já são 14 milhões de diagnósticos, sendo que 8 milhões de pessoas morrem anualmente devido à doença. Os números podem chegar a 26 milhões de novos casos e 17 milhões de óbitos em 2030.

Dia Mundial do Câncer: Foco na prevenção

Os dados, conforme o oncologista Gustavo dos Santos Fernandes, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), estão de acordo com a realidade. “A estatística vem puxada pelo envelhecimento da população, que é o maior fator de risco”, explica.

mulher sorri no dia mundial do câncer

De acordo com o médico, o momento é de investir cada vez mais em saúde. “É um cenário esperado. Essa ‘bolha’ de pessoas que estavam trabalhando agora envelhece e adoece”, diz Fernandes. 

Segundo o oncologista, a prevenção ainda é uma das maiores armas contra o câncer. O de colo do útero, por exemplo, é a segunda causa de morte por câncer entre mulheres no Brasil, impulsionado pela desigualdade de tratamento e pela falta de rastreamento precoce. “Campanhas ajudam a dar visibilidade a problemas como esse”, acredita.

Entre as dificuldades, estão as diferenças do próprio país. “É preciso que se diga que o Brasil abraçou uma missão muito difícil de cuidar da saúde de um país desse tamanho, de 220 milhões de habitantes, sem precedência nessa proporção”, aponta o oncologista.

Tratamentos para o câncer

O oncologista explica que há duas linhas básicas de tratamento: os que matam as células e os terápicos, que mexem na imunidade, ensinando o corpo a achar os tumores. Atualmente, segundo o médico, a vedete dos tratamentos é a imunoterapia, menos agressiva e utilizada para tratamento de câncer de pulmão e melanoma.

A imunoterapia foi o tratamento utilizado pelo ex-presidente americano Jimmy Carter, que havia descoberto um tipo grave de melanoma. Geralmente originada na pele, essa doença pode se espalhar para outros lugares do corpo. No caso do político, criou pequenos tumores pelo cérebro. 

Em dezembro, após alguns meses de tratamento, o ex-presidente anunciou estar livre da doença. Os novos exames não detectaram mais o câncer. Os médicos, no entanto, ainda estão cautelosos e aguardando para falar na palavra “cura”.

Outra discussão recente, desta vez no Brasil, gira em torno de um medicamento desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP), a fosfoetanolamina sintética. O próprio presidente da SBOC explica a situação. “A droga tem baixo nível de evidência. Existe um dado pré-clínico que precisa ser confirmado”, pondera.

O oncologista relata que os órgãos públicos estão empenhados na solução do embate, mas que “a resposta deve levar de um a três anos”. Apesar de os resultados ainda não serem conclusivos, pelo fato de alguns pacientes já terem recebido o medicamento, o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou a continuidade do acesso às pílulas, aumentando a polêmica. 

No Dia Mundial do Câncer, o que você gostaria de dizer sobre o assunto? Deixe um comentário e reforce a corrente de solidariedade às pessoas que enfrentam essa batalha! E aproveite para conferir outras dicas de saúde aqui no Vivo Mais Saudável.

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imunoterapia
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