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11/12/2014 04:58 - Atualizado em 01/12/2016 09:10

Doação de órgãos: Conheça o sistema de transplantes no Brasil

Apesar da grande fila de transplantes, país é o segundo colocado no ranking de doação de órgãos.

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Redação

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Mesmo sabendo que cada pessoa pode salvar até oito outras que necessitam de um transplante, a doação de órgãos no Brasil ainda tem muito a evoluir - desde a velocidade dos transplantes até o nível de informação da população a respeito desse tipo de procedimento. Entenda como funciona e o que é necessário para ser um doador.

A realidade da doação de órgãos

O Ministério da Saúde apresentou, em setembro deste ano, um estudo que mostra que o número de doadores de órgãos no Brasil cresceu 90% em seis anos. Parece muito, não é mesmo? Mas, traduzindo isso em outros números, significa que a cada um milhão de brasileiros, apenas 13 pessoas doaram seus órgãos. Número baixíssimo, tendo em vista a fila de espera por um transplante.

doacao de orgaos

Nos seis anos estudados pelos pesquisadores, a fila de espera diminuiu em 42%, chegando a uma média de 37 mil pessoas que esperam por um órgão. Fazendo uma comparação entre o número de doadores e o número de pessoas na fila de espera pela doação de órgãos, são 14 pacientes para cada doador. O dobro do limite máximo de pessoas que cada doador pode salvar.

Ainda assim, o Brasil é o segundo país com o melhor sistema de doação de órgãos no mundo. Perde apenas para os Estados Unidos. No ano de 2013, o último estudado pelo Sistema Nacional de Transplantes, foram realizados mais de 2 mil cirurgias no país, sendo que cerca de 90% foram feitas de modo gratuito, pelo Sistema Único de Saúde - o SUS.

O grande incentivo à doação de córneas, feito pelo governo federal, é responsável pelo aumento nas doações. Os transplantes de coração, pulmão e fígado foram os que mais cresceram no período analisado. Mas o Ministério da Saúde admite que ter médicos e estrutura hospitalar não é suficiente. A participação da sociedade é a parte mais importante no processo de doação de órgãos.

transplantes no Brasil

O procedimento de doação de órgãos

Não é preciso assinar nenhum documento, passar por nenhum tipo de burocracia com o governo ou procurar cartório. Declarar-se doador de órgãos é um dos atos mais simples que se pode ter. Basta comunicar a sua família e os amigos mais próximos de que esse é o seu desejo e que eles devem respeitá-lo caso alguma coisa aconteça com você. É a família que decide se os órgãos serão doados.

O medo de falar sobre a morte é o que ainda impede muitas pessoas de realizarem essa declaração. Sempre se pensa que ainda há tempo para falar sobre o assunto e que nada acontecerá conosco. Mas pode acontecer. Muitos doadores em potencial já morreram sem nunca avisar a família que queriam ser participantes ativos na doação de órgãos.

Doadores vivos podem doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão. O sistema brasileiro não restringe a doação quando a relação entre doador e transplantado é de parentesco de até quarto grau ou são cônjuges. Para casos onde não há essa ligação, é necessário conseguir uma autorização judicial.

Para os doadores mortos, a exigência é que o paciente seja diagnosticado com morte encefálica. Coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córneas, vasos, pele, ossos e tendões podem ser doados nesses casos. Em qualquer situação, os órgãos passam por um exame clínico, que avalia a real condição de doação de cada um deles.

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