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11/07/2015 09:39 - Atualizado em 21/11/2016 09:12

Cirurgia de refluxo é opção somente em alguns casos

Procedimento serve para pacientes que sofrem com o desconforto e não obtêm sucesso no tratamento clínico.

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Redação

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A cirurgia de refluxo é um procedimento minimamente invasivo, realizado por meio de videocirurgia. Para pacientes que não obtêm sucesso no tratamento clínico contra sintomas como azia, queimação e dores no peito, ela pode ser uma alternativa de tratamento.

No entanto, o procedimento cirúrgico não é indicado para todos os pacientes que sofrem de tais condições. A análise detalhada feita por um especialista irá determinar se é necessário realizar essa intervenção ou se o tratamento deverá ser feito de outra maneira.

Como o procedimento ocorre

O procedimento cirúrgico consiste na reparação do orifício diafragmático, que geralmente está alargado, e no reforço funcional do esfincter inferior do esôfago, através de uma aposição plástica do estômago em torno do esôfago. Quem explica é o Dr. Bruno Zilberstein, presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD).

O especialista esclarece que, na cirurgia de refluxo, nada é retirado ou removido. “Na verdade, é uma plástica interna em que se reconstrói a anatomia da região da transição entre esôfago e estômago que se encontra alterada”, comenta.

cirurgia de refluxo

Quando a cirurgia de refluxo é indicada

Dr. Zilberstein explica que o procedimento é feito em pacientes que não respondem ao tratamento clínico ou apresentam alguma complicação mais séria, consequente do refluxo gastroesofágico.

“Entre as complicações, embora raras, pode haver hemorragia, estenose (fechar a passagem do esôfago) ou, ainda, modificação do epitélio de revestimento do esôfago inferior, conhecido como esôfago de Barrett, porém esta é uma indicação controvertida”, conta.

Esse procedimento cirúrgico não tem indicação geral e, por isso, ele deve ser realizado apenas em casos realmente necessários.

Segundo o especialista, de modo geral, a cirurgia de refluxo é indicada em pacientes que não tolerem mais os sintomas de refluxo e que tenham esse quadro há muito tempo. “Geralmente, não mais que 10% dos portadores de esofagite de refluxo são operados”, completa o profissional.

Os benefícios do procedimento são o fim do refluxo constante e uma alimentação normal. O paciente também fica livre dos remédios para combater o problema.

Cuidados pré e pós-operatórios

Para pacientes que irão passar pela cirurgia de refluxo, os cuidados são similares a outros procedimentos. “Exames laboratoriais, endoscopia, exames cardiológicos ou outros que a equipe julgue necessário fazem parte da avaliação do indivíduo”, comenta Dr. Zilberstein.

O pós-operatório costuma ser tranquilo, com o paciente recebendo alta hospitalar em 24 ou 48 horas após a operação.

A cirurgia de refluxo possui riscos inerentes a qualquer operação, embora em pequena proporção. “Em uma porcentagem mínima, é possível ocorrer sangramento, perfuração do esôfago ou estômago, lesão do baço, broncopneumonia e mais raramente embolia. No entanto, a mortalidade não chega a 0,2%”, afirma o médico.

Você já passou pela cirurgia de refluxo? Não deixe de comentar e compartilhar a sua experiência com outros leitores. Lembre-se que a sensação de azia pode ser minimizada, na maioria dos casos, com uma alimentação balanceada e hábitos saudáveis. Fique ligado no Vivo Mais Saudável e confira nossas dicas!

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refluxo gastroesofágico
plástica interna
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queimação

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