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21/02/2017 05:42 - Atualizado em 28/04/2017 06:07

Câncer de pele: como se prevenir da doença que atinge Hugh Jackman

Doença deve atingir 200 mil pessoas no Brasil, apenas em 2017

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Redação

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Desde 2013, o ator americano Hugh Jackman luta contra o câncer de pele. E no início deste mês, o intérprete de Wolverine publicou no seu Instagram uma imagem com curativo no nariz, mostrando que a doença precisou ser controlada novamente. "Outro carcinoma basocelular. Graças aos exames frequentes e médicos surpreendentes, tudo está bem. Parece pior com o curativo do que realmente está. Eu juro!", escreveu.

No ano passado, Hugh passou por mais uma intervenção médica e, na época, reforçou sobre a importância do uso do protetor solar, como forma preventiva à doença: "Um exemplo do que acontece quando você não usa protetor solar. Basocelular. A forma mais branda de câncer, mas grave do mesmo jeito. POR FAVOR, usem protetor solar e façam check-ups regulares", escreveu.

Como prevenir o câncer de pele

O câncer de pele tem se tornado mais comum nos últimos anos. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), a estimativa é de que, apenas neste ano, sejam detectados cerca de 200 mil novos casos da doença, sendo o tipo não melanoma o que deve ter maior incidência.

Quando descobriu a doença, o ator australiano contou que foi sua esposa quem percebeu uma mancha em seu nariz e a avaliação médica revelou o seu carcinoma basocelular.
Os tipos basocelular (que atingiu o ator Hugh Jackman) e o epidermóide são os menos agressivos e não letais. Enquanto o melanoma, se diagnosticado tardiamente, pode ser letal, com elevado índice de mortalidade.

Segundo a dermatologista Cristiane Braga, é importante observar suas manchas e pintas, identificando se elas sofreram algum tipo de alteração na forma, cor e tamanho, assim como se surgiram sintomas associados como coceira, ardência, sangramento ou o surgimento de crostas (“casquinhas”) na superfície das lesões. “Algumas manchas e pintas podem sofrer transformação maligna e serem convertidas em um câncer de pele. Devemos observar se houve alteração antes de tornarem-se visíveis, daí a importância de fazer o exame dermatológico mesmo nas pintas que parecem normais”, alerta.

Principais fatores de risco

A especialista explica que quanto mais clara a pele de uma pessoa, maiores as chances de desenvolver a doença. Assim como, a exposição prolongada ao sol é um importante fator de risco. “Mesmo com o uso dos fotoprotetores, é importante evitar pegar sol entre as 10h e as 16h. A ocorrência de queimaduras de sol de segundo grau, com a formação de bolhas, aumenta o risco de se ter câncer de pele, principalmente quando essas queimaduras ocorreram antes dos 20 anos de idade”, explica.

Para se proteger no dia a dia, a pessoa pode optar por usar um protetor 30. Para as peles especiais, o dermatologista deve indicar um fotoprotetor com maior FPS. Já para quem for frequentar praias e piscinas, e assim aumentar a exposição, o indicado é um fotoprotetor com FPS acima de 60.


A dermatologista reforça ainda outros cuidados importantes que não devem ser deixados de lado para se prevenir do câncer de pele, como:

  • Reaplicar o filtro solar a cada duas ou três horas nas áreas expostas – face, mãos, pescoço e colo;
  • Observar as manchas e pintas e verificar se existem alterações recentes;
  • Examinar as manchas e pintas com seu dermatologista, a cada seis meses;
  • Usar chapéus e bonés, assim como óculos escuros;
  • Preferir locais com sombras;
  • Ingerir muita água para hidratar a pele que foi desidratada com o sol.

E reforçando: ao primeiro sinal de alteração em alguma mancha ou pinta, não hesite em procurar o seu dermatologista e assim realizar os exames que irão detectar se há algum problema ali. Para outras dicas de saúde, não deixe de acompanhar o Vivo Mais Saudável.

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