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29/03/2016 12:52 - Atualizado em 16/11/2016 10:47

Camisinha pode barrar transmissão do zika

Picada do mosquito provavelmente não é a única forma de contágio do vírus.

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Redação

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As doenças que têm o Aedes aegypti como vetor não são preocupação exclusiva dos brasileiros. A transmissão do zika, por exemplo, já assustou a Polinésia Francesa, num surto registrado em 2013.

O fato é que, além da expansão territorial, os diferentes modos de contágio do vírus têm preocupado os órgãos de saúde mundiais. Depois de alguns casos de infecção por meio de relação sexual terem sido confirmados nos Estados Unidos, o Ministério da Saúde do Chile também reconheceu a primeira ocorrência desse tipo no país.

Segundo a entidade local, uma mulher de 46 anos foi contaminada pelo parceiro, um homem infectado com zika no Haiti. De acordo com as autoridades, trata-se do primeiro caso documentado de vírus por transmissão sexual no Chile continental, onde não há presença do mosquito Aedes aegypti. A única incidência encontrada até hoje é na Ilha de Páscoa, a mais de 3 mil quilômetros do litoral do país.

casal evita transmissão do zika usando camisinha

Transmissão do zika pelo sangue

Outra forma de transmissão do zika que está sendo investigada é por meio de transfusão de sangue. Segundo informou a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) em um parecer técnico, há chances de doadores infectados passarem o vírus para pacientes saudáveis.

Durante a epidemia do vírus zika na Polinésia Francesa, 2,8% dos doadores voluntários de sangue tiveram resultados positivos confirmados para o RNA viral após realização de um teste de amplificação do ácido nucleico em 1.505 doadores assintomáticos. Neste estudo, nenhum caso de transmissão pela transfusão foi documentado.

Entretanto, assim como ocorre com outros flavivírus, a existência de candidatos à doação virêmicos e assintomáticos - ou seja, contaminados com o vírus, porém sem manifestação dos sintomas - faz com que a transmissão do zika pela transfusão seja possível. Recentemente, dois prováveis casos foram descritos na região de Campinas, interior de São Paulo.

Cuidados e prevenção contra o contágio

Seja por meio de relação sexual, transmissão do zika pelo sangue ou pela própria picada do mosquito, a melhor maneira de combater o vírus é se prevenir, tomando alguns cuidados para evitar o contágio.

Para impedir a infecção durante o sexo, por exemplo, a simples utilização de um preservativo pode resolver. Além de evitar o zika, a camisinha também impede a transmissão de outras doenças e a prevenção de uma gravidez não desejada. Vale lembrar que as gestantes sofrem muitos riscos com o vírus, devido às suspeitas de microcefalia.

A transmissão do zika pela transfusão sanguínea pode ser combatida por meio da recusa temporária na triagem clínica. O recomendado pela ABHH é esperar no mínimo 30 dias após resolução completa dos sinais e sintomas.

Agora, a maneira mais eficaz de prevenção é terminar com os criadouros do mosquito. Eliminar qualquer foco de água parada na sua residência ou nas proximidades pode fazer toda a diferença. E, como cautela nunca é demais, repelentes, roupas longas e telas nas janelas também são cuidados que não devem ser dispensados.

O que você tem feito para combater a proliferação do Aedes aegypti? Deixe um comentário! Aproveite para compartilhar o artigo nas suas redes sociais e alerte seus amigos sobre a importância da prevenção. E não se esqueça de conferir outras dicas de saúde e bem-estar aqui no Vivo Mais Saudável.

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Aedes aegypti
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