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30/09/2015 08:00 - Atualizado em 30/11/2016 05:45

Alexitimia: Por que algumas pessoas não sabem expressar emoções

Estima-se que a condição afete cerca de 10% da população, mas há tratamento.

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Redação

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O casamento, a casa própria, o nascimento do primeiro filho. Para a maioria das pessoas, essas situações são motivo para alegria e realização. Porém, para quem sofre com alexitimia, expressar esses sentimentos é muito mais complicado.

O termo começou a ser utilizado na psicologia na década de 1970, caracterizando a ausência de palavras para emoções. Pessoas com esse tipo de personalidade têm dificuldades de falar sobre o que estão sentindo ou até mesmo reconhecer os próprios sentimentos.

mulher com alexitimia

Entenda a alexitimia

A alexitimia envolve três grandes componentes:

1. A dificuldade de usar uma linguagem apropriada para expressas e descrever sentimentos e diferenciá-los de sensações corporais

2. Uma capacidade de fantasiar e imaginar extremamente pobre

3. Um estilo cognitivo utilitário, baseado no concreto e orientado as situações do mundo exterior.

Ela não é considerada uma doença, mas, sim, um aspecto clínico. Muitas vezes, está associada a outro problema médico, como anorexia, estresse pós-traumático ou algum conflito psiquiátrico.

Não existe consenso sobre as causas do problema. Enquanto alguns profissionais acreditam que envolva defeitos na formação neurológica, outros pensam que influências socioculturais e alguma origem psicológica estejam diretamente associados à condição.

Para o diagnóstico do problema, foram desenvolvidos testes visando a identificar como o indivíduo se sente ao falar sobre sentimentos internos e também sensações em convívio social.

Autores da psicanálise indicam que a incidência mundial do quadro chegue a 10% da população. Porém, até o momento, não existem estudos que mostrem o cenário do problema no Brasil. Além disso, apesar de atingir ambos os sexos, estudos recentes mostram que o público masculino é o mais afetado pela alexitimia.

Vale ressaltar que ela é diferente da introversão. Os pacientes com a condição não guardam "para si" os sentimentos, como acontece entre os mais inibidos. No caso, eles nem sequer compreendem ou sabem como reconhecê-los.

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Consequências da alexitimia

A dificuldade em lidar com o aspecto emotivo é o grande desafio dos pacientes. Uma vez que eles não conseguem reconhecer emoções, não há geração de sentimentos e, assim, o cultivo deles também não ocorre.

Justamente por causa desse isolamento emocional é que os pacientes tendem a procurar ajuda médica. A desconfiança, o desapego e a falta de conexão com familiares ou amigos tendem a trazer prejuízos psíquicos significativos. Por isso, o acompanhamento psicológico é tão necessário.

Apenas um profissional qualificado poderá identificar o nível de alexitimia, as possíveis causas e se a condição está relacionada a outro problema. Além disso, ele poderá não só orientar o indivíduo, mas também explicar para a família o motivo para seu comportamento distante.

Lembre-se que pacientes com essa condição devem ser compreendidos. O tratamento é gradual e requer paciência. Não deixe de procurar aconselhamento de um especialista em caso de desconfiança, pois a qualidade de vida do paciente e da família pode ser melhorada.

Você conhece alguém que dê sinais de alexitimia? Deixe seu comentário. E aproveite para conferir outras dicas de saúde e bem-estar aqui no Vivo Mais Saudável.

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emoções
saúde emocional
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isolamento social

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