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22/01/2016 12:59 - Atualizado em 16/11/2016 09:00

Acompanhe os avanços da pesquisa sobre fosfoetanolamina

Governo criou site para informar sobre a chamada "pílula do câncer".

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Redação

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Depois da polêmica gerada pela pílula do câncer, o Governo Federal lançou um site para informar sobre os avanços na pesquisa sobre fosfoetanolamina. A substância teve grande repercussão ao ser apontada como uma possível arma contra a doença.

O site é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em conjunto com o Ministério da Saúde. De acordo com as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar 596 mil casos da doença em 2016. Entre os homens, são esperados 295,2 mil ocorrências. Entre as mulheres, 300,8 mil.

pesquisa sobre fosfoetanolamina

População poderá acompanhar a pesquisa

A fosfoetanolamina teve destaque ao ser sintetizada e distribuída para pacientes com câncer no Instituto de Química São Carlos, da Universidade de São Paulo (IQSC-USP). O medicamento foi logo suspenso, pois não havia passado pelos testes clínicos necessários para garantir segurança e eficácia ao tratamento.

Agora, o MCTI traz para a web um espaço com informações sobre a substância, além de apontar os avanços da pesquisa sobre o uso e a eficácia da fosfoetanolamina.

Atualmente, o MCTI e o IQSC trabalham de forma articulada no estudo do produto e no possível tratamento para pacientes com câncer. O movimento ocorre em instituições nacionais de excelência, com "reconhecida experiência na pesquisa e desenvolvimento de fármacos", segundo dados do Ministério da Saúde.

Os laboratórios que participam dessa fase são: o Centro de Inovação e Ensaios Pré-clínicos (CIEnP), em Santa Catarina; o Laboratório de Avaliação e Sintese de Substâncias Bioativas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASSBio-UFRJ); e o Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará (NPDM/UFC).

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Sobre a fosfoetanolamina

Segundo o IQSC-USP, a fosfoetanolamina foi estudada e sintetizada de forma independente pelo professor Dr. Gilberto Orivaldo Chierice, no fim da década de 1980. Hoje, o pesquisador já está aposentado.

A partir dos estudos do profissional, formou-se a chamada pílula do câncerO medicamento teria a proposta de oferecer uma defesa natural do corpo contra a doença. Ao ser metabolizada pelo fígado, a droga formaria um composto com a participação de um ácido graxo e atacaria as células do tumor.

Como a substância não foi regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e não teria passado por testes conclusivos quanto à eficácia e à segurança do tratamento, foi proibida. Muitos pacientes entraram com processos judiciais em busca da liberação do medicamento.

Em outubro de 2015, o Governo Federal já havia anunciado um financiamento de R$ 10 milhões para testes sobre a eficácia da fosfoetanolamina. Desse valor, R$ 2 milhões já foram repassados para os laboratórios responsáveis pelos ensaios pré-clínicos.

O espaço online para informar acerca do andamento da pesquisa sobre a pílula do câncer é uma forma de manter a sociedade a par da situação. A torcida é que os testes apontem efeitos positivos e ajudem a desenvolver um tratamento mais efetivo contra tumores.

Qual a sua opinião sobre a fosfoetanolamina? Deixe um comentário! E aproveite para acompanhar outras dicas de saúde do Vivo Mais Saudável.

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