Criança

09/05/2015 09:21 - Atualizado em 08/12/2016 10:35

Vacina BCG protege crianças contra a tuberculose

Todos os recém-nascidos devem fazer a vacina BCG para evitar a doença.

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Redação

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Aquela injeção dolorida que deixa uma cicatriz no braço direito tem uma função muito importante: prevenir a tuberculose. Desde 1976, a vacina BCG é obrigatória no Brasil e já faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. Ela deve ser administrada logo ao nascer ou antes do primeiro mês de vida.

Desenvolvida em 1921 pelos cientistas franceses Albert Léon Chaves e Camille Guérin, foi trazida ao país em 1927, em duas doses. Atualmente, apenas uma dose é necessária para garantir o efeito de proteção. A aplicação é gratuita e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Saiba mais sobre a importância dessa vacina.

Como age a vacina BCG?

Com a função de prevenir a tuberculose, uma doença infectocontagiosa provocada pelo Mycobacterium bovis, a vacina BCG deve ser tomada assim que a criança nasce. A bactéria que provoca a tuberculose é também conhecida como Bacilo de Koch e ataca os pulmões, os ossos, os rins e as meninges, membranas que envolvem o cérebro.

vacina bcg

A BCG é elaborada a partir de uma bactéria de origem bovina, bastante semelhante ao micro-organismo que causa a doença. Além da tuberculose, ela também age contra alguns casos de meningite tuberculosa.

Transmitida de forma direta, de pessoa para pessoa, a tuberculose pode ser pega em locais de grande aglomeração humana. Seja na saliva, no espirro ou na tosse, o agente infeccioso pode ser eliminado da pessoa doente e passar para outra pessoa. Caso a imunidade do organismo esteja baixa, a doença se estabelece ainda mais rapidamente.

Quando infectada pela bactéria, a pessoa apresenta tosse seca, fraqueza, falta de apetite, emagrecimento e pode escarrar sangue em casos mais severos. O tratamento costuma ser demorado, levando mais de meio ano para apresentar resultados.

Por que fazer a vacina BCG?

Todas as crianças recém-nascidas devem fazer a vacina BCG. A recomendação parte do Ministério da Saúde, a partir do Programa Nacional de Imunizações. Caso não seja possível administrar a injeção no bebê recém-nascido, então é orientada a aplicação da dose única antes de ele completar o primeiro mês.

A criança é vacinada, de preferência, no braço direito. Nesse local, quase sempre permanece uma pequena cicatriz, já que a injeção é feita de forma intradérmica, aplicada entre as camadas da derme e da epiderme da pele.

Disponível nos sistemas público e privado, a vacina BCG não tem um período único para vacinação, podendo ser feita em qualquer dia, hospital ou posto de saúde.

A vacina é contraindicada para crianças que apresentem sorologia positiva para HIV com manifestação de sintomas. Em casos assintomáticos, ela pode ser administrada mesmo com o resultado positivo do exame. Filhos de mães soropositivas, também assintomáticas, podem receber a vacina.

Situações de baixo peso ao nascer também devem postergar a vacinação, quando o recém-nascido estiver com menos de 2kg. Da mesma forma, quando apresentadas manifestações alérgicas na pele, a vacina BCG não deve ser feita. Ela também deve ser suspensa em caso de hipersensibilidade aos componentes, sob risco de choque anafilático.

Quando a criança vive em um local com muitos casos de tuberculose, é recomendável tomar a vacina também entre os seis e os sete anos de idade, antes de iniciar a vida escolar.

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