Criança

23/08/2014 02:34 - Atualizado em 01/12/2016 10:02

Teste do pezinho indica doenças na primeira semana de vida do bebê

Amostra de sangue coletada no teste do pezinho pode salvar a vida da criança.

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Redação

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Dar uma picada com agulha para coletar sangue de um bebê recém-nascido pode parecer maldade, em primeira análise. Porém o teste do pezinho é rápido, praticamente indolor e faz com que seu filho tenha um diagnóstico a respeito de uma série de doenças que não apresentam nenhum tipo de sintoma nos primeiros dias de vida.

Teste do pezinho é obrigatório

O exame básico é obrigatório em território nacional desde o ano de 1992. Entre as doenças que podem ser diagnosticadas estão o hipotireoidismo congênito, a anemia falciforme, a fenilcetonúria e a fibrose cística.

Para que o teste do pezinho tenha um diagnóstico mais correto é indicado que ele seja realizado entre o segundo e o quinto dia de vida do bebê. É necessário que o período de 48 horas após o nascimento seja respeitado para que o funcionamento do organismo do bebê possa se estabelecer e seja possível detectar algumas doenças.

O diagnóstico precoce faz com que o tratamento inicie nos primeiros dias de vida da criança, o que contribui para que as doenças não causem consequências mais graves a ela no futuro.

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Como é realizado o teste do pezinho?

Uma amostra de sangue é coletada do calcanhar do bebê para a realização deste tipo de triagem neonatal. Daí o nome teste do pezinho. Esta região do corpo é escolhida pelo fato de ter uma boa irrigação de sangue, o que causa menos dor para a criança. O material é colocado em um papel e enviado para o laboratório responsável.

É fundamental que você se informe no hospital sobre a maneira como fará para ter acesso ao resultado do exame. Não esqueça que é a saúde do seu filho que está em jogo, e com isso não se brinca. O diagnóstico pode levar até 30 dias para ser concluído e se houver algum tipo de alteração um novo teste é realizado para confirma-lo e para que seja dado início ao tratamento.

Versões do teste


Básico: é obrigatório e oferecido de forma gratuita em todos os hospitais do Brasil. É composto por quatro diagnósticos; fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme e demais hemoglobinopatias.

Teste do pezinho mais: na maioria das maternidades privadas é oferecido gratuitamente. Detecta mais seis doenças além das já citadas no teste básico. São elas: deficiência de G-6-PD, galactosemia, leucinose, deficiência de biotinidase, hiperplasia adrenal congênita e toxoplasmose congênita.

Teste do pezinho super: um dos exames neonatais mais completos do mundo. Pode diagnosticar mais de 48 patologias diferentes. É oferecido nas maternidades e custa em média 450 reais.

Principais doenças diagnosticadas

Fenilcetonúria: o acúmulo no organismo pode causar deficiência mental. É causada pela deficiência no metabolismo do aminoácido fenilalanina.

Hipotireoidismo Congênito: Causada insuficiência do hormônio da tireoide. A falta de tiroxina pode causar retardo mental e comprometimento do desenvolvimento físico.

Anemia Falciforme e outras hemoglobinopatias: Responsável pela alteração da hemoglobina, o que dificulta a circulação, podendo afetar quase todos os órgãos. Pode causar anemia, atraso no crescimento e dores e infecções generalizadas. É incurável.

Fibrose Cística: ataca os pulmões e o pâncreas e não tem cura. Ocorre aumento da viscosidades das secreções, propiciando as infecções respiratórias e gastrointestinais.

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