Criança

29/06/2014 09:00 - Atualizado em 22/11/2016 02:49

Teste do coraçãozinho pode salvar vidas

Teste do coraçãozinho tem eficácia comprovada no diagnóstico de cardiopatias graves.

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Redação

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Uma portaria do Ministério da Saúde foi criada a fim de incorporar a oximetria de pulso, conhecida como teste do coraçãozinho, como parte da triagem neonatal do Sistema Único de Saúde (SUS). O teste do coraçãozinho é um exame capaz de detectar precocemente cardiopatias graves e, com isso, ajuda a diminuir o percentual de recém-nascidos que recebem alta sem o diagnóstico de problemas graves que podem levar ao óbito ainda no primeiro mês de vida.

Como funciona o teste do coraçãozinho

Foto: Shutterstock

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Conforme a Sociedade Brasileira de Pediatria, em cada mil bebês nascidos vivos, de oito a dez podem apresentar deformidades congênitas. Desses, dois podem apresentar cardiopatias graves, em que há a necessidade de intervenção médica urgente.

O procedimento do teste do coraçãozinho é bastante simples e indolor e tem a capacidade de diagnosticar cardiopatias congênitas críticas em recém-nascidos. A aferição da oximetria de pulso, ou teste do coraçãozinho, é indicada por lei e adotado em alguns hospitais, postos de saúde e clínicas de uma forma geral.

Por que fazer o teste do coraçãozinho

Várias cardiopatias congênitas podem ser diagnosticadas através do teste do coraçãozinho com um ecocardiograma fetal. Sabe-se, mesmo assim, que que a grande maioria da população ainda não tem acesso ao exame e muitos pacientes passam despercebidos.

Um dos principais motivos disso está relacionado à estrutura necessária para o teste do coraçãozinho, aliado à logística e à própria falta de hábito dos médicos em pedir o exame. De acordo com especialistas, o custo da estrutura para a realização do exame como rotina gestacional dificulta a sua realização. No entanto é necessário conscientizar as pessoas quanto a sua importância a fim de evitar problemas futuros que podem resultar até em morte.

Diagnóstico de problemas cardíacos

Com o intuito de evitar que as crianças com problemas cardíacos graves deixem o hospital sem um diagnóstico, o teste do coraçãozinho torna-se uma excelente alternativa. Durante o procedimento, um sensor é aplicado na pele do paciente para aferir a oxigenação dos membros superiores e inferiores, e o melhor de tudo, sem proporcionar dor alguma.

Ao registrar-se uma medida de oximetria menor que 95% em qualquer membro, ou uma diferença de três pontos percentuais entre os membros superiores e inferiores, a suspeita corresponderá a uma cardiopatia crítica. Nestes casos, deve-se sugerir um ecocardiograma.

Embora o teste do coraçãozinho não apresente custo tão elevado, tenha eficácia comprovada e seja útil na identificação de problemas que podem levar bebês ao óbito, ele ainda não é garantido por lei em todo o país. Entretanto alguns hospitais em diversos estados realizam o exame mesmo assim, por conta própria, para garantir a saúde dos recém-nascidos.

Quando o teste do coraçãozinho deve ser feito?

Após o período compreendido entre as 24 e 48 horas após o nascimento é que teste do coraçãozinho deve ser feito. Não se recomenda o primeiro dia de vida, por causa das várias alterações adaptativas inerentes do recém-nascido e que podem atrapalhar o resultado. Após as primeiras 24h e até o segundo dia de vida, o risco de erro baixa significativamente, e o período de segurança é favorável para o diagnóstico das cardiopatias críticas.

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