Criança

15/09/2014 07:33 - Atualizado em 24/11/2016 05:22

Teste da orelhinha é fundamental para avaliar a saúde auditiva do bebê

Assim como exames que avaliam olhos e pés do recém-nascido, teste da orelhinha pode verificar doenças.

POR

Redação

  • +A
  • -A

Embora não seja do conhecimento geral das pessoas, o teste da orelhinha é mais um exame que deve ser incluído à lista de avaliações logo nos primeiros dias de vida do bebê. Ele é tão importante quanto o teste do pezinho, capaz de detectar doenças difíceis de identificar nos exames pré-natais (como fibrose cística e anemia) e o teste do olhinho, que sinaliza enfermidades oculares.

Importância do teste da orelhinha

A partir do teste da orelhinha, é possível diagnosticar qualquer desvio no aparelho auditivo. Vale lembrar que o desenvolvimento da linguagem está totalmente interligado ao bom funcionamento da audição, pois perda na capacidade de distinção sonora, ainda que pequena, pode impedir o recebimento adequado de informações - e também a habilidade da fala.

teste-da-orelhinha

A Triagem Auditiva Neonatal, como também é conhecido o teste da orelhinha, é realizada no segundo ou terceiro dia depois do nascimento. É importante que a checagem seja feita somente após esse período, pois é sabido que a presença de secreções do líquido amniótico - fluido que envolve o feto durante a gestação - pode interferir no resultado.

Quem deve fazer o exame

Todos os recém-nascidos precisam ser submetidos ao teste. Em caso de dano auditivo, o problema poderá ser tratado de forma precoce, de maneira que os prejuízos à elocução e os de cunho emocional, cognitivo e social sejam minimizados a partir da infância.

É fato que a criança acometida por surdez pode apresentar dificuldades em expressar-se, o que pode, em médio e longo prazos, levá-la ao isolamento social.

Especial atenção é requerida aos bebês com alto risco para surdez, grupo formado por crianças com histórico familiar de ensurdecimento, com passagem de mais de 48 horas pela Unidade de Terapia Intensiva - isso inclui nenês prematuros, com baixo peso ou que necessitaram de antibióticos ototóxicos.

Também integram a relação os bebês com registro de infecções congênitas, como rubéola, sífilis, toxoplasmose ou herpes, ou com má formação craniofacial (fissura lábiopalatina, deformidade no pavilhão auricular) e ainda aqueles que precisam do uso de diuréticos ainda no berçário.

Ao contrário do teste do pezinho, o teste da orelhinha é um procedimento indolor e não-invasivo, ou seja, não há necessidade de furar a orelha do neném.

O exame é feito a partir de um aparelho eletrônico que é colocado no ouvido do bebê enquanto dorme. A avaliação leva cerca de 10 minutos para ser realizada e não há contraindicações. O resultado é anunciado logo após a triagem.

Teste da orelhinha é gratuito

No Brasil, o teste da orelhinha é oferecido gratuitamente nos hospitais públicos desde 2010, portanto, trata-se de um direito de mamães e bebês. Para aquelas que optam por parto em hospitais privados, o conselho é que consultem um otorrinolaringologista, pediatra ou fonoaudiólogo ainda na primeira semana da chegada da criança, caso a maternidade não disponha do serviço.

Sempre que o exame sugerir algum problema no limiar auditivo da criança, a checagem deve ser refeita. Confirmada a inadequação, o bebê precisa ser submetido a exames complementares. Ratificada a perda de audição, ela deve ser encaminhada a especialista para que o processo de reabilitação auditiva seja iniciado com a maior brevidade possível.

Gostou de saber dessa novidade? Então deixe um comentário! E não esqueça de ficar ligado na nossa página no Facebook para receber todas as novidades do Vivo Mais Saudável.

TAGS
bebê
saúde infantil
recém-nascido

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ