Criança

30/01/2015 12:43 - Atualizado em 03/12/2016 01:06

Sonolência excessiva pode causar problemas nas crianças

Hiperatividade e dificuldade de aprendizado são algumas consequências da sonolência excessiva.

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Redação

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Alguns pais classificam a sonolência excessiva como simples preguiça do filho, uma desculpa para não realizar tarefas básicas como estudar e arrumar o quarto. Pois saiba que esse sono durante o dia pode ser consequência de um distúrbio e prejudicar seu filho muito mais do que você imagina.

sonolencia excessiva

Sonolência excessiva causa consequências

De acordo com uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, 15% da população mundial sofre com problemas de sonolência excessiva. As causas podem ser as mais variadas: insônia à noite, uso de medicamentos, apneia e outros distúrbios do sono.

Para verificar como a sonolência excessiva afetava os pequenos, o grupo de pesquisadores americanos estudou 508 crianças. Essas foram dividiram em dois grupos, um só de crianças que apresentavam sono durante o dia e outro com crianças que não apresentavam problemas nenhum.

Todas passaram pelo mesmo tempo de sono noturno - nove horas. No dia seguinte, elas realizavam testes cognitivos. Constatou-se que as crianças que apresentavam sonolência excessiva tinham mais problemas de aprendizagem e de memória, hiperatividade e falta de concentração que as que não sofriam com o distúrbio do sono.

Causas e diagnóstico da sonolência excessiva

Por ser muitas vezes associada à preguiça ou ao comportamento natural da criança, o diagnóstico da sonolência excessiva é bastante difícil. As consequências podem ser interpretadas como causas pelos pais e professores, o que tarda a procura por um especialista.

Diante de problemas comportamentais, uma das primeiras considerações feitas pelos pais deve ser o distúrbio do sono. É preciso informar ao médico quais os hábitos da criança ao dormir e, principalmente, se o pequeno já apresentou problemas clínicos - como asma, por exemplo. 

Crianças com epilepsia também tendem a ter sonolência excessiva. Isso porque em torno de 20% a 40% das crises convulsivas ocorrem durante o sono, tornando-o fragmentado.

Outros fatores que contribuem para o problema são a obesidade infantil e sintomas de depressão e ansiedade. Se diagnosticado precocemente, o tratamento pode ajudar bastante a criança, sobretudo no resultado escolares.

Um item bastante relavante na hora do diagnóstico é a idade da criança e se ela apresenta quadro de sonambulismo. Cerca de 17% das crianças de até 12 anos apresentam esse distúrbio do desenvolvimento do sono, que, em geral, não evolui para a fase adulta.

Quando ocorrem cerca de três vezes na mesma noite ou várias noites na mesma semana, esses ataques comprometem o sono da criança, principalmente se ela for acordada durante a crise. De qualquer forma, a ajuda de um profissional especializado é imprescindível e tem que ser considerada para o bom desenvolvimento escolar da criança.

Nos casos mais graves e sem causas aparentes de sonolência diurna, os médicos avaliam o histórico familiar, hábitos alimentares e a rotina da criança para realizar um diagnóstico preciso e avaliar estratégias de ajuda.

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