Criança

30/05/2015 04:50 - Atualizado em 30/11/2016 12:21

Síndrome de Angelman causa atrasos mentais graves

Desenvolvimento da linguagem e da capacidade motora são afetados na Síndrome de Angelman.

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Redação

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Se o seu filho enfrenta problemas no desenvolvimento da linguagem e da capacidade motora, há uma chance pequena de ele ser portador da Síndrome de Angelman. O distúrbio neurológico pode ter manifestações diferentes, de acordo com a gravidade do caso. Dada a sua baixa incidência, o diagnóstico da doença é difícil, o que prejudica também a convivência com ela.

Não existe um tratamento específico para a síndrome, mas é possível utilizar terapias de apoio que ajudam a controlar os sintomas e a melhorar o desenvolvimento da criança.

É importante que o diagnóstico seja feito o quanto antes, possibilitando assim o acompanhamento de um profissional especializado para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

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Entenda o que é a Síndrome de Angelman

A Síndrome de Angelman é um distúrbio neurológico que causa retardo mental, alterações do comportamento e de algumas características físicas. Tem origem na falta de uma pequena porção do cromossomo 15, atingindo cerca de uma em cada quinze mil crianças.

É bastante difícil reconhecer a síndrome no recém-nascido ou durante a infância, pois os sintomas não são bem definidos nesse período.

Conforme o documento “Síndrome de Angelman: Consenso por um critério diagnóstico”, publicado no American Journal of Medical Genetics, em 1995, os primeiros sinais podem ser percebidos pelo atraso de desenvolvimento por volta dos 6 aos 12 meses, tornando-se evidentes entre os 2 e 4 anos.

Os sintomas mais frequentes são mesmo o atraso de desenvolvimento, geralmente grave, alteração da linguagem e distúrbios do movimento, como tremores nos membros.

Crianças com Síndrome de Angelman apresentam comportamento definido por sorrisos e risadas frequentes, aparência feliz, facilmente excitável, com movimentos aleatórios das mãos, hiperatividade e dificuldade de manter a atenção.

Outros sintomas presentes são crises epilépticas, distúrbios de sucção e de deglutição, problemas alimentares durante o período de lactente, boca ampla com dentes separados, estrabismo, sialorreia (saliva que flui para fora da boca), hipersensibilidade ao calor, distúrbios do sono e atração ou fascínio pela água.

Com terapias de apoio para controlar os sintomas apresentados e proporcionar mais qualidade de vida, a criança pode conviver com a doença sem afetar a sua longevidade. Quando adulto, apresenta condições parecidas com as da infância. O idoso com a síndrome pode ter maior incidência de problemas cardiorrespiratórios.

Tratamentos de apoio para a Síndrome de Angelman

A Síndrome de Angelman não possui cura, por isso, os tratamentos são feitos para melhorar o desenvolvimento da criança, ajudando a controlar os distúrbios de comportamento, linguagem e sono, por exemplo.

Mais de 90% dos casos apresentam crises epilépticas e convulsões, que podem ser controlados com medicamentos anticonvulsivos. A hiperatividade também é comum nos portadores da Síndrome de Angelman, sendo indicadas terapias de mudança de conduta que ajudam a diminuir ou eliminar um comportamento socialmente não desejado.

Em geral, a linguagem não se desenvolve, mesmo nos casos em que a criança apresenta alto nível de compreensão. Os pacientes dessa síndrome são capazes de participar de atividades de grupo, tarefas domésticos e nas atividades e responsabilidades do convívio diário, mas nunca se tornam independentes.

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