Criança

26/09/2015 10:00 - Atualizado em 12/02/2017 03:46

Síndrome da Imunodeficiência Combinada Grave é letal

Cerca de 80% dos bebês com a síndrome morrem no primeiro ano de vida.

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Redação

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Tão pequenos, indefesos e em processo de descoberta do mundo, os bebês têm muitas fragilidades. Entretanto, os perigos aumentam quando eles nascem com a Síndrome da Imunodeficiência Combinada Grave (SCID), doença rara que faz o organismo não ter defesas contra vírus, bactérias ou fungos.

Apesar de parecer aterrorizante, as crianças contam atualmente com um exame de triagem neonatal específico para o problema. Com base no estudo do DNA, o procedimento permite identificar marcadores da doença nos primeiros dias de vida e encaminhar os pacientes para os centros de tratamento.

bebê na incubadora com síndrome da imunodeficiência combinada grave

Sem o diagnóstico e o tratamento adequados, a doença leva ao óbito a maioria das crianças em até dois anos. Contudo, se identificada antes dos três primeiros meses de vida, as chances de cura ultrapassam os 95%.  

A Imunodeficiência Combinada Grave ataca o sistema imunológico, ou seja, ela apenas serve de porta para a entrada de outras complicações que levam à morte, tais como rubéola, meningite e pneumonia. Essas enfermidades, inclusive, acabam confundindo os médicos, na hora do diagnóstico.

Uma das alternativas mais utilizadas no tratamento contra a doença é o transplante de medula, que deve ser realizado no primeiro trimestre de vida criança. Até mesmo algumas vacinas rotineiras, como a BCG, podem ser letais aos portadores de SCID por possuirem vírus atenuados em sua composição.

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Como identificar a Imunodeficiência Combinada Grave

O teste ainda é novo, mas consegue identificar a doença e outros problemas de deficiência imunológica menos graves a tempo de cura. O exame pode ser incluído no teste do pezinho, pois é uma análise molecular do sangue da criança. O uso de luvas e equipamentos esterilizados é essencial para evitar infecções.

Após dois anos de pesquisa pela equipe do Dr. Armando Fonseca, pediatra e diretor do Centro de Pesquisas de Doenças Raras DLE, o teste criou um padrão nacional para avaliar a Imunodeficiência Combinada Grave, após exames em mais de 1,4 mil recém-nascidos.

Assim como o tradicional teste do pezinho, ele deve ser realizado de 24 horas a cinco dias após o nascimento do bebê. O resultado sai em pelo menos cinco dias úteis.  

O uso do teste no mundo

O procedimento para identificar a doença logo nos primeiros dias de vida criança tem se tornado obrigatório em algumas regiões dos Estados Unidos. A triagem começou no estado do Wisconsin, em 2008. Além disso, o exame também começa a ser aplicado em países como França, Israel, Reino Unido, Itália e Japão.

A raridade da Imunodeficiência Combinada Grave se deve ao número de apenas um caso a cada 50 mil nascimentos. Ao aplicar esses dados no Brasil, significa que aproximadamente 55 crianças brasileiras nasceriam com tal condição em um ano.

Sem o teste e o tratamento correto, grande parte desse número falece em até dois anos, em consequência de doenças infecciosas. Cerca de 80% não resistem ao primeiro ano de vida.

A carteira de vacinação do seu filho está em dia? Lembre-se que a prevenção é a melhor maneira de levar uma vida com mais saúde. Não esqueça de nos contar o que você achou do artigo e de conferir outras novidades aqui no Vivo Mais Saudável.

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