Andréa Colpas

ESPECIALIDADE

Pediatria

ONDE ATENDE

Rua Jardim Botânico, n.674, sala 522,­ Jardim Botânico – RJ

  • (21) 2259-4777

Andréa Colpas

Apresentação

A pediatra faz acompanhamento do crescimento e desenvolvimento do pequeno paciente (puericultura), bem como dos adolescentes (hebiatria) promovendo a saúde dos mesmos. Atua no ensino em saúde e educação médica.

O que Trata

Trata da saúde geral das crianças e adolescentes desde o nascimento até o final da adolescência.

Formação Acadêmica

Graduação pela Escola de Medicina Souza Marques (1994), Mestre em Ensino em Saúde pela Universidade Gama Filho ( 2013).

Cargos e Títulos

Título de Especialista em Pediatria (TEP) 1997, Residência Médica em Pediatria e Reumatologia Pediátrica 1998, Professora auxiliar da Escola de Medicina Souza Marques, Médica pediatra da SMSRJ, Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria.

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Criança

26/11/2015 06:00 - Atualizado em 05/12/2016 11:10

Sabe o que é herpangina? Pode ser um risco para seu filho

A doença infecciosa costuma aparecer no verão e se caracteriza pela febre.

POR

Andréa Colpas

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A herpangina é uma doença infectocontagiosa causada por um vírus do tipo enterovírus, o Coxsackie A, que costuma ter incidência maior no verão. Caracteriza-se por doença febril aguda comum na infância com pico entre 3 e 10 anos, podendo acometer adolescentes e adultos. Tem sua evolução autolimitada, ou seja, seu período determinado independe de qualquer intervenção e dura em média até sete dias.

A transmissão é por via fecal-oral (mãos contaminadas com fezes com o vírus) ou por via respiratória (gotículas contendo o vírus são eliminadas através de tosse, espirros) durante os primeiros dias de herpangina. A fase de incubação pode levar até duas semanas e há pessoas que possuem o vírus e ficam assintomáticas, mas podem transmiti-lo, daí a prevenção ser mais difícil.

 

Os principais sintomas são:

- febre geralmente alta;

- perda de apetite;

- lesões como vesículas e úlceras em boca e garganta, incluindo o palato (céu da boca).

Essas lesões são extremamente dolorosas e esse é o principal motivo de recusa alimentar e de líquidos, podendo levar à desidratação. As lesões de úlceras bucais geralmente têm o fundo esbranquiçado e as bordas vermelhas. Podem ser apenas manchas avermelhadas no palato. Algumas crianças apresentam também exantema (pintinhas vermelhas pelo corpo) que desaparecem espontaneamente.

 

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Diagnóstico

O diagnóstico de herpangina é realizado pelo pediatra pela clínica do paciente (sinais e sintomas), sendo desnecessário o uso de exames laboratoriais.

Como tratar a herpangina?

- Através de antitérmicos para a febre;

- Manter o paciente hidratado oferecendo sempre líquidos e alimentos, mesmo que haja resistência;

- Procure aumentar a frequência da oferta dos líquidos, além de alimentos de mais fácil aceitação como papas salgadas e doces. Não há restrição alimentar. Pode-se utilizar soluções antissépticas bucais sem álcool para higiene da cavidade bucal. Como é doença viral não é necessário uso de antibióticos.

A doença normalmente tem boa evolução, com prognóstico sem complicações. Eventualmente em crianças que não conseguem ingerir líquidos, é necessário a internação hospitalar para hidratação das mesmas. É rara a complicação como meningite asséptica.

O principal diagnóstico diferencial é a Síndrome mão-pé-boca (SMPB), também causada pelo mesmo vírus, entretanto as lesões bucais da herpangina são posteriores, mais visíveis no fundo da garganta e as da SMPB são anteriores. Além disso, aparecerem bolhas em regiões palmo-plantares. O tratamento de ambas é igual.

 

Referências

1-    Dyer, J.A. "Childhood Viral Exanthems." Pediatric Annals. 36.1 Jan. 2007: 21-29.

2-    Lee, T.C. "Diseases Caused by Enterovirus 71 Infection." Ped Infect Dis J. 28.10 Oct. 2009: 904-910.

3-    Abzug MJ. Nonpolio enteroviruses. In: Kliegman RM, Behrman RE, Jenson HB, Stanton BF, eds.Abzug MJ. Nonpolio enteroviruses. In: Kliegman RM, Behrman RE, Jenson HB, Stanton BF, eds.

4-    Nelson Textbook of Pediatrics. 19th ed. Philadelphia, PA: Saunders Elsevier; 2011:chap 242.

5-    Mandell GL, et al. Enteroviruses. Mandell, Douglas, and Bennett’s Principles and Practice of Infectious Diseases. 7th ed. 2010. Vol 1: 817-818.

6-    Modlin JF. Clinical manifestation and diagnosis of enterovirus infections. UpToDate. Disponível em: www.uptodate.com. Acesso em 10 de Novembro de 2015.

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