Criança

06/10/2014 08:54 - Atualizado em 01/12/2016 03:16

Risperidona será oferecido pelo SUS em 2015 para tratamento do autismo

Uso do Risperidona contribui para melhorar o convívio de autistas em sociedade.

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Redação

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Pela primeira vez, o Sistema Único de Saúde (SUS), oferecerá um medicamento para tratar os sintomas de autismo. O Risperidona é um remédio antipsicótico também utilizado em casos de esquizofrenia, transtorno bipolar, pisicose depressiva, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e delírios.

De acordo com o Ministério da Saúde, o medicamento irá auxiliar na diminuição das crises de agitação, irritação e agressividade, alguns dos sintomas comuns em pacientes com autismo. Além disso, os benefícios podem ser observados na prática das atividades do dia a dia, a partir da melhora no convívio social e familiar.

Risperidona

A estimativa do Ministério é de que o tratamento esteja disponível para a população a partir do início de 2015 e que beneficie cerca de 19 mil pacientes por ano. Como acontece com todas os medicamos incorporados ao SUS, o Risperidona precisou atender às regras da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec). Entre as exigências, estão a comprovação da eficácia, uma relação de custo-efetividade favorável e a completa segurança do produto por meio de evidência clínica.

O medicamento Risperidona

O Risperidona é um remédio neuroléptico do grupo benzisoxazol. Utilizado principalmente no tratamento de sintomas psicóticos, especialmente com pacientes esquizofrênicos que não melhoram com outras medicações antipsicóticas, o remédio também é indicado para crises provenientes do autismo.

Geralmente, a dosagem diária varia de acordo com a necessidade, podendo, por exemplo, iniciar com uma única dose de 0,5 mg e ir aumentando de forma gradativa. A recomendação é de que não se ultrapasse o número de 16 mg ao dia para um indivíduo adulto.

Efeitos colaterais do uso de Risperidona

Entre os possíveis efeitos adversos do uso do Risperidona, estão o aumento do peso, a insônia, o enjôo, a ansiedade, a tontura, a rigidez muscular, o aumento da produção de saliva, os movimentos involuntários, a dor de cabeça, o desmaio, o aumento da mama, a rinite, a falta de menstruação, a impotência sexual, a pressão baixa e a dor nos músculos.

O autismo

O autismo é um transtorno de desenvolvimento que costuma aparecer nos três primeiros anos de vida. A doença afeta o desenvolvimento natural do cérebro e se relaciona às habilidades sociais e de comunicação do indivíduo.

A pessoa com autismo geralmente olha pouco para as pessoas, não costuma reconhecer nomes e tem dificuldade para inserir-se na sociedade. Boa parte dos pacientes demonstram comportamento agitado e agressivo, o que exige dedicação permanente de outras pessoas.

O autismo se manifesta de diferentes maneiras: alguns pacientes, apesar de apresentarem a doença, têm inteligência e fala intactas, enquanto outros demonstram sérios problemas no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes, mas outros ficam presos a rígidos e restritos padrões de comportamento.

De acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS), 70 milhões de pessoas no mundo têm a doença. No Brasil, estima-se que o número esteja próximo de dois milhões de pessoas.

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