Criança

17/08/2014 06:00 - Atualizado em 04/01/2017 09:52

Quando os pais devem se preocupar com o pé chato nos filhos

Pé chato é comum na infância e, mesmo se for definitivo, tem tratamento simples.

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Redação

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O pezinho de seu filho parece não ter curvatura e você já ouviu de alguma amiga ou parente que provavelmente ele sofra de pé chato? Calma, mamãe. Não se preocupe. Até os dois anos de idade, todos apresentamos o também chamado pé plano – ou ainda plano valgo, como preferem denominar alguns ortopedistas.

Isso porque toda criança nasce sem arco plantar (curvatura do pé). Em vez da curva, a região é coberta de gordura, absorvida durante o processo de crescimento, o que, naturalmente, se estende durante a infância.

pe-chato

Entre as poucas ações que podem ser feitas para estimular o fortalecimento da musculatura da planta dos pés infantil, constam: 

- Encorajar o pequeno a andar pela casa apenas com meias antiderrapantes

- Quando na praia, incentivá-lo a caminhar na areia

- Trilhar sobre terrenos irregulares

- Brincar na grama; pedalar

- Fazer exercícios de flexão e extensão dos dedos dos pés

- Sentar como “indiozinho”

- Fazer balé.

O controle do peso corporal da criança também pode contribuir para que ela desenvolva o arco do pé adequadamente. Para meninas, nada de comprar sapatinhos de salto alto. E isso vale para qualquer tipo de taco. Além de possíveis prejuízos à formação do pé, pode danificar a coluna e a postura da criança. Providenciar calçados confortáveis, macios, flexíveis e não-derrapantes contribui para a saúde dos pés enquanto eles seguem em desenvolvimento.

Diagnóstico definitivo do pé chato

O pé chato só deve se tornar uma preocupação aos papais após os nove anos, se o filho ainda não apresentar qualquer evolução na curvatura plantar. Deformidades muito acentuadas antes desta idade, porém, devem ser investigadas pelo ortopedista. Casos de queixa de dor igualmente precisam ser levados a sério e relatados ao médico – de forma geral, pé chato na infância não deve apresentar sintomas.

Importante mencionar que os sapatos ortopédicos, que no passado eram massivamente empregados, hoje não são tão bem vistos pelos médicos. É que não há certeza de que estes produtos realmente funcionem. O tratamento mais indicado atualmente é a utilização de palmilhas corretoras, tidas como mais efetivas e esteticamente mais adequadas.

Em casos muito complexos e progressivos, cogita-se cirurgia. Os procedimentos invasivos, vale lembrar, só são recomendados quando a deformação do pé possa sobrecarregar outras partes do corpo, a exemplo de joelhos, quadris ou coluna vertebral. A identificação desta possibilidade de agravamento é feita pelo especialista.

Até 10% da população brasileira tem pé chato

Ortopedistas crêem que cerca de 10% da população brasileira em idade adulta tenha pé chato. No passado, o problema impedia muitos jovens de servir ao Exército, pois se acreditava que a deformidade poderia impedi-los de realizar longas marchas.

Talvez por isso o estigma. Provavelmente é também a causa de tanta ansiedade entre mamães e papais ainda nos dias de hoje. Sabe-se, contudo, que atualmente não se trata de um grande empecilho, pois pé chato pode ser tratado com medidas mais simples do que se supunha.

Após os 40 anos, existe a possibilidade de adquirir o chamado "pé chato tardio", em geral causado por sobrepeso associado à idade. Nestes casos, a intervenção médica faz-se fundamental, já que pode haver sobreposição dos ossos dos pés.

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