Criança

16/02/2016 12:00 - Atualizado em 07/12/2016 09:12

Pernas tortas podem comprometer a mobilidade da criança

Maior parte dos casos costuma desaparecer naturalmente e sem sequelas.

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Redação

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Os membros inferiores são responsáveis por sustentar e movimentar o corpo. Quando os ossos dessa região não têm a formação correta, a mobilidade da pessoa pode ficar comprometida. É o caso de quem tem as pernas tortas, condição que se apresenta na infância e que pode desaparecer com o tempo, mas que exige atenção.

Tipos comuns de pernas tortas

A ocorrência de pernas tortas é bastante comum na infância. O posicionamento dos fetos no útero e a formação da estrutura óssea levam os bebês a apresentar essa condição nos primeiros meses de vida. Segundo o ortopedista Mauricio Rangel, em seu site, as crianças costumam apresentar três tipos diferentes de formações nesses casos. A seguir, conheça cada um deles.

pernas tortas de menina

Varo

Varo, ou tíbias arqueadas, é a posição mais comum nos recém-nascidos. Ela acontece quando os joelhos ficam virados para fora e os pés sofrem rotação para dentro. As pernas ficam no formato de parênteses quando os pés estão juntos, podendo causar desequilíbrio nos pequenos que começam a caminhar, já que o peso do corpo acaba sendo sustentado somente pela parte externa dos pés.

Valgo

Os joelhos valgo são exatamente o oposto dos varo. Mais incidente nas mulheres que nos homens, conforme a Clínica do Joelho do Rio de Janeiro, essa condição se apresenta quando os joelhos ficam juntos e os pés, afastados. Nesses casos, as pernas tortas formam uma imagem semelhante à da letra xis.

Marcha interna

A marcha interna se apresenta quando as crianças caminham com os pés virados para dentro e os joelhos rotados para a parte interna. Uma torção na perna ou uma deformidade nos pés podem ser os causados dessa condição. Quem tem membros nesse formato pode acabar batendo um pé no outro enquanto caminha, desequilibrando-se.

Tratamento para as pernas tortas

A incidência de pernas tortas na infância costuma ser menos preocupante que quando esses casos permanecem até a vida adulta. O ortopedista e blogueiro Fabiano Cardoso afirma, em sua página, que até os 7 anos essas deformidades costumam desaparecer de forma espontânea, sem necessidade de intervenção cirúrgica ou correção forçada.

Como as crianças podem acabar sofrendo quedas em excesso e apresentando dificuldades para caminhar, é importante que elas tenham acompanhamento de profissionais durante esse primeiro período. O uso dos calçados corretos e a prática regular de esportes - principalmente os de baixo impacto, como natação - podem auxiliar no fortalecimento dos músculos das pernas.

Recorrer a botas ortopédicas e elásticos de correção, indicados em décadas passadas, não tem comprovação científica e, portanto, não é  recomendado pelos ortopedistas. Caso as pernas não sejam corrigidas naturalmente após os 7 anos, o médico que realizou o acompanhamento infantil deve ser procurado para dar início a um novo tratamento.

A deformidade nas pernas pode afetar a coluna e exigir correção postural através de sessões de fisioterapia e de Reeducação Postural Global. Situações excessivas, em que as pernas tortas impeçam que a pessoa caminhe e realize o fortalecimento muscular, podem ser solucionadas com intervenções cirúrgicas, mas somente após o fim do período de crescimento dos ossos.

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