Criança

28/07/2014 09:00 - Atualizado em 10/12/2016 06:35

Pé torto congênito é problema comum entre recém-nascidos

Pé torto congênito deve ser tratado a partir das primeiras semanas de vida do bebê.

POR

Redação

  • +A
  • -A

O pé torto congênito é uma deformidade que atinge os ossos, músculos, tendões e vasos sanguíneos de recém-nascidos. Existem vários tipos de casos, com gravidades distintas e diferentes mecanismos de correção e cura. O problema atinge um em cada mil bebês e ocorre duas vezes mais em meninos do que em meninas, podendo afetar um ou os dois pés.

Causas do pé torto congênito

As causas da deformidade podem ser hereditárias ou ambientais. Se uma criança nasce com a deformidade, a probabilidade de um irmão posterior nascer com a mesma condição é muito alta (1 a cada 35 nascimentos).

Pé torto congênito
Pé torto congênito acontece com relativa frequência. Foto: Shutterstock

Os tipos de pés tortos congênitos podem ser classificados em:

- Pés equinovaros: a região posterior do pé se mostra em acentuada flexão e inclinação interna, o meio do pé está rodado internamente e exibe um arqueamento intenso. Sua porção anterior está inclinada internamente.

- Pés metatarsos varos: somente a parte anterior do pé está desviada internamente com relação ao restante do pé. Esse tipo de deformidade, em geral, pode ser resolvido com o uso de gessos e cunhas.

- Pé plano valgo: nessa patologia, o talo (osso do pé que se articula com a perna) encontra-se em franca flexão plantar e há uma luxação fixa, rígida, do osso navicular do tarso sobre o colo do talo, que impede a redução da deformidade principal. O formato do pé é de um mata-borrão com a sola convexa e o calcâneo fazendo protrusão para trás.

- Pé calcâneo valgo: é o mais benigno dos casos de pés tortos congênitos, sendo que o pé fica totalmente fletido no sentido dorsal.

Além disso, o pé torto congênito pode vir associado a outros problemas ortopédicos, como dedos extranumerários ou frouxidão dos ligamentos, por exemplo.

O pé torto congênito pode ser diagnosticado antes do nascimento, por meio da ultrassonografia, desde que o feto exiba adequadamente os pés. Caso o problema não tenha sido identificado nesse primeiro período, assim que o bebê nasce os pais ou o pediatra irão perceber prontamente a deformidade, que é facilmente identificável.

Tratamento do pé torto congênito

O tratamento para o pé torto congênito deve ser iniciado logo nas primeiras semanas pós-nascimento, com manipulação ativa dos pés e o uso de aparelhos gessados, trocados periodicamente. Pode ser  necessária também uma pequena cirurgia para alongar o tendão de Aquiles. 

Dessa maneira, é possível corrigir a deformidade antes que a criança comece a andar. Se, apesar desses tratamentos iniciais, o problema não for corrigido totalmente, deve ser realizada uma cirurgia complementar para melhorar a aparência do pé.

Durante um período de 2 a 3 anos, a criança deve usar uma órtese para consolidar a correção na frequência recomendada pelo médico (geralmente 23 horas por dia nos três meses seguintes à cirurgia e, em seguida, ao dormir). Essa órtese é uma barra de metal posicionada horizontalmente, que fixa na posição adequada as botas da criança. É importante frisar que o pé torto congênito pode recidivar, caso a órtese seja usada incorretamente.
 
Se o tratamento for seguido à risca, a criança poderá apresentar resultados funcionais próximos ao normal. No entanto, alguns estigmas da doença persistirão: o tamanho final do pé e a circunferência da panturrilha serão sempre menores que o normal, mas em geral estas crianças não terão dificuldades para participar de atividades físicas regulares no futuro.

Vivo Ligue Bebê: Um canal exclusivo para mamães e papais tirarem suas dúvidas


O seu bêbe nasceu com pé torto? Você conhece algum caso de recém-nascido com esse problema? Como foi o tratamento?

TAGS
pé torto
pé torto congênito

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ