Criança

10/09/2015 02:29 - Atualizado em 15/11/2016 12:41

OMS aponta diminuição da mortalidade infantil no Brasil

Apesar de apresentar melhorias nos últimos anos, o país ainda precisa de cuidados para garantir a saúde das crianças.

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Redação

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Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a mortalidade infantil no Brasil diminuiu consideravelmente em relação à década de 1990. Nos últimos 25 anos, o índice teve uma queda de 73% no país, e a estimativa é que continue diminuindo.

Apesar dos resultados positivos, o órgão ainda alerta para alguns fatores que devem ser melhorados no Brasil, visando a mais saúde e apoio para os recém-nascidos de algumas regiões. Por isso, cuidados básicos e preventivos são fundamentais desde os primeiros meses do bebê ainda na barriga da mamãe.

mortalidade infantil no brasil pés de bebê

Mortalidade infantil no Brasil diminui

Segundo a OMS, a mortalidade infantil no Brasil caiu 73% nos últimos 25 anos. Esses dados foram apontados no relatório Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil 2015, que mostra que o índice de mortes entre crianças menores de 5 anos passou de 61 óbitos para cada mil nascidas vivas, em 1990, para 16 óbitos para cada mil nascidas vivas em 2015.

No entanto, apesar da melhora, ainda existe bastante desigualdade entre as regiões do país. O estudo mostrou que, dos cerca de 5,5 mil municípios brasileiros, mais de mil registraram taxa de mortalidade infantil de até cinco óbitos para cada mil nascidos vivos em 2013, enquanto em 32 cidades a taxa superava 80 óbitos para cada mil nascidos vivos.

Outro ponto de alerta é que as crianças indígenas brasileiras têm duas vezes mais chance de morrer antes de completar o primeiro ano de vida que as demais. Com isso, mesmo os países que demonstram baixo índice de mortalidade entre as crianças devem tomar providências para reduzir as disparidades entre diferentes grupos sociais.

Como melhorar a saúde infantil

Para que o índice de mortalidade infantil no Brasil continue diminuindo, é preciso dar atenção e investir cada vez mais em cuidados preventivos. E isso começa desde que o bebê está na barriga da mãe, cuidando da alimentação, fazendo o pré-natal e todos os outros exames necessários no decorrer da gestação.

Além de uma gravidez saudável e com acompanhamento médico regular, o que está diretamente relacionado à saúde da criança, outros cuidados são fundamentais após o nascimento. Um deles é a atenção redobrada durante o período neonatal (até os 27 dias de vida da criança), fase em que ocorre a maior parte das mortes.

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Nesse caso, geralmente o óbito é consequência de um parto prematuro, combinado com a falta de estrutura médica hospitalar para garantir a sobrevivência do recém-nascido.

Outro fator que pode contribuir é a cesariana, feita, na maioria das vezes, sem necessidade. De acordo com a OMS, o índice recomendado de cesáreas é de 15% dos nascimentos, mas 43% dos partos brasileiros são feitos com esse método, chegando a 80% na rede particular.

Um cuidado essencial para melhorar a saúde infantil nos primeiros momentos de vida é garantir a realização de exames preventivos, que verificam se tudo está normal. São testes simples, mas que ajudam a identificar doenças congênitas e má-formações. Os principais são o teste do pezinho, da orelhinha e do olhinho.

Além disso, manter a carteira de vacinação em dia também ajuda a proteger as crianças de doenças comuns nessa fase da vida, evitando problemas durante a infância e até mesmo depois na fase adulta.

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