Criança

01/10/2014 08:39 - Atualizado em 04/12/2016 08:16

Medicamento ritalina é droga da moda contra problemas na escola

Uso do medicamento ritalina tem sido cada vez mais comum no Brasil, mas é necessário ter cuidado.

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Redação

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Nos últimos dez anos, o consumo do medicamento ritalina cresceu quase 800% no Brasil. Os dados foram revelados por uma pesquisa do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Indicado para o tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), o remédio tem sido usado de forma indevida por pessoas interessadas em melhorar a concentração.

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O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é uma doença de difícil diagnóstico. Isso porque os sintomas são relativamente comuns entre as crianças, sendo associados à infância e ao crescimento. Alguns dos sinais incluem:

- Distração e dificuldade para manter o foco.

- Falta de concentração nas lições escolares.

- Perda de objetos frequente e inexplicada.

- Movimentação que não cessa, a conhecida hiperatividade. Preferem brincadeiras nas quais possam correr e gritar à vontade.

- Impaciência no dia a dia. A criança com TDAH não consegue aguardar na fila do banco ou do cinema.

- Impulsividade ao agir. Sem paciência nem para concluir um pensamento, interrompem a fala dos outros e respondem perguntas enquanto elas ainda estão sendo formuladas.

Uso do medicamento ritalina é polêmico entre os especialistas

A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece o transtorno e estima que cerca de 4% dos adultos e de 5% a 8% de crianças e adolescentes em todo o mundo tenham TDAH.

Como se trata de uma doença neuropsiquiátrica, o diagnóstico só é possível por meio de análise clínica, baseada em informações da rotina do paciente. No caso das crianças, os dados devem ser colhidos com os pais e os professores. São essas informações, além de um questionário aplicado no consultório, que servirão como base para o diagnóstico da doença.

Há casos em que os psiquiatras e professores partem de uma análise precipitada e baseada em estereótipos. Assim, em algumas situações, se a criança é inquieta e distraída, é feito o diagnóstico de TDAH, sem os aprofundamentos pertinentes e fundamentais à doença. É preciso cuidado para que o medicamento ritalina não seja usado de forma indiscriminada. Os procedimentos pedagógicos e o método de ensino também devem ser trazidos à discussão.

O aumento no consumo da droga também está relacionado ao uso indevido por parte de pessoas saudáveis que desejam potencializar resultados no trabalho ou em concursos, por exemplo. O fácil acesso ao medicamento ritalina acaba sendo um dos agravantes para a utilização indiscriminada.

Ingerir o remédio sem prescrição médica e com o intuito de melhorar a capacidade de concentração pode trazer problemas à saúde, de efeitos colaterais à dependência química.

Efeitos colaterais do uso do medicamento ritalina exigem cuidado

Os estimulantes presentes no medicamento ritalina aumentam a liberação de dopamina em alguns circuitos do sistema nervoso central, ajudando no controle da hiperatividade. Os efeitos colaterais mais comuns incluem insônia, enjoo e dor de cabeça, mas algumas reações adversas não podem ser descartadas, como psicose, alucinações, convulsões e sonolência. Além disso, um diagnóstico inadequado ou o consumo sem prescrição médica podem resultar até em apatia e letargia de alguém que antes era dinâmico e ativo.

Por isso, é essencial que a família recorra a um psiquiatra de confiança e que o uso do medicamento seja acompanhado de avaliações rotineiras.

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automedicação
dificuldade de concentração

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