Criança

08/12/2015 07:07 - Atualizado em 28/11/2016 07:25

Hemangioma: Tumor é comum na infância

Apesar de benigno, o tumor pode atrapalhar o desenvolvimento saudável.

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Redação

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Você já ouviu falar em hemangioma? Caracterizada como o tumor benigno mais frequente na infância, a condição se manifesta com uma mancha vermelha que aparece na região do pescoço ou da cabeça do bebê, logo nas primeiras semanas após o nascimento. Com o tempo, ela aumenta de tamanho e, em geral, desaparece espontaneamente.

Essa anomalia ainda não possui causas definidas, mas não costuma provocar riscos à saúde ou complicações graves para os recém-nascidos. Apesar disso, é indicado começar o tratamento o quanto antes para controlar o problema e evitar qualquer tipo de alteração que prejudique o desenvolvimento da criança.

bebê com hemangioma é examinado pelo médico

O que é o hemangioma

O hemangioma está entre as chamadas anomalias vasculares, grupo que inclui também as malformações vasculares. Essas, apesar de terem características semelhantes, como manchas na pele em tons de vermelho e roxo, não apresentam uma natureza tumoral.

As causas do tumor ainda não são comprovadas, mas se acredita que ele possa ter um componente genético. Normalmente, o hemangioma se origina de um mau funcionamento de células que participam da formação vascular do bebê nas primeiras semanas de gestação.

Ocorre uma espécie de divisão inesperada: uma célula que foi do período embrionário se divide no momento errado. Quando isso acontece, os vasos sanguíneos capilares se proliferem na área superficial da pele, formando as manchas. Na maioria das vezes, o tumor não apresenta sinais logo quando o bebê nasce, mas durante o primeiro mês após o parto.

Como tratar o problema

Em geral, a tendência é que o quadro das crianças com hemangioma piore no primeiro ano de vida, e depois melhore ao longo da infância. Segundo dados do instituto de pesquisa médica Mayo Clinic, dos Estados Unidos, metade dos tumores desaparece até os 5 anos de idade e quase todos até os 10.

O problema atinge com mais frequência as meninas, pois elas possuem uma quantidade maior de hormônios no corpo, o que favorece a falha na divisão celular. Também é mais comum nos bebês prematuros. Por não estarem totalmente desenvolvidos, as células que participam da formação vascular ainda estão em atividade, o que contribui para o surgimento do tumor.

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Como é benigno, o hemangioma não apresenta risco de se tornar um câncer. Porém, isso não quer dizer que ele seja totalmente inofensivo. Em alguns casos, pode causar sangramentos e até atrapalhar o desenvolvimento de certas funções da criança, dependendo do local onde esteja instalado. Quando a lesão cresce perto dos olhos, por exemplo, pode prejudicar a visão.

Por isso, é importante procurar acompanhamento médico desde o início, evitando qualquer complicação. Existem várias opções de tratamento disponíveis, que devem ser realizadas de preferência ainda no primeiro mês de vida.

No caso de lesões em estágio inicial, o especialista pode prescrever medicações tópicas. Já para os quadros mais avançados, são indicados medicamentos à base de corticoides ou de propranolol, substâncias que ajudam a evitar que o hemangioma cresça muito. Outros métodos possíveis são o laser e até a cirurgia para retirada do tumor.

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