Criança

01/04/2015 01:28 - Atualizado em 04/12/2016 08:19

Feto reage aos estímulos e às emoções da mãe

Hábitos da gestante podem afetar diretamente o desenvolvimento do bebê.

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Redação

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Até a década de 1980, as pessoas acreditavam que o feto não era capaz de se relacionar com o mundo fora do útero. Ele ficava apenas ali, desenvolvendo-se química e biologicamente. Atualmente, a ciência já desmitificou essa crença.

A medicina estabeleceu que, a partir da 20ª semana de gestação, o bebê já é capaz de reagir a estímulos auditivos - escutar e reconhecer a voz da mãe, por exemplo. E, mesmo antes, já no início da gestação, os sentimentos e humores maternos afetam o feto, já que ele está exposto aos mesmos hormônios que a mãe.

Por isso, é necessário garantir uma gravidez tranquila, a fim de assegurar o bem-estar da criança desde a vida intrauterina.

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O feto percebe as emoções da mãe?

De acordo com as pesquisas mais recentes, as emoções da mãe têm, sim, efeito sobre o bebê. Isso ocorre porque ambos estão ligados pelo cordão umbilical.

Toda situação de estresse atinge o feto. Quando a mãe está ansiosa ou assustada, por exemplo, seu corpo libera substâncias que também agem no bebê.

Na década de 1980, o obstetra austríaco Gerhardt Reinold decidiu realizar um experimento para comprovar a relação entre a química materna e o filho sendo gerado. Monitorando o ultrassom, o médico causava um susto nas mães, dizendo que havia algo estranho com o feto.

Imediatamente, elas ficavam apavoradas e seus corpos liberavam adrenalina. Neste momento, os bebês também se inquietavam no útero, afetados pela substância.

O portal americano Live Action News divulgou, em março de 2015, imagens chocantes de ultrassom. A notícia circulou no mundo inteiro: quando a mãe fuma, o feto reage. Usando tecnologia 4D, a Dra. Nadja Reissland monitorou bebês de 24, 28, 32 e 36 semanas no útero. Ele percebeu que, quando as mães fumavam, os bebês estremeciam.

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Percepções sonoras e sensoriais

O feto não está isolado. A partir do quarto mês de gestação, o bebê reage ao som e ao toque, começando a criar seu vínculo afetivo com a mãe. Isso significa que ele poderá reconhecer sons de carinho e a voz da gestante.

Muitos obstetras acreditam que a própria sensibilidade musical começa a se formar dentro do útero. A constatação foi feita a partir da observação de que o recém-nascido se acalma mais com músicas que ouviu quando estava no útero.

No entanto, assim como as emoções da mãe podem influir positivamente na formação do feto, o contrário também pode ocorrer. Se a mulher passar grande parte da gravidez deprimida ou desejando não ter engravidado, o feto perceberá isso, ainda que inconscientemente ou sensorialmente.

Pesquisas apresentadas pelo Ministério da Saúde e pela Sociedade Brasileira de Pediatria indicam que bebês rejeitados nascem tristes e estão mais propensos a distúrbios de comportamento. Como o vínculo com a mãe não é bem formado, o indivíduo poderá desenvolver neuroses, psicoses e outros problemas psicológicos, posteriormente.

Por isso, a recomendação é: durante a gestação, lembre-se do feto, converse com ele, coloque uma música para ele relaxar. Assim, o bebê se sentirá desejado e terá tudo para se tornar uma criança feliz, tranquila e sensível.

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