Criança

15/08/2014 09:57 - Atualizado em 08/12/2016 05:38

Falta de sono na criança pode prejudicar até o seu crescimento

Baixa imunidade e sobrepeso são outras das consequências da falta de sono na criança.

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Redação

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O cérebro, garantem cientistas, precisa descansar para reorganizar suas conexões. O sono, ainda conforme os estudiosos, é fundamental neste processo, por também proporcionar a consolidação da memóriaQuando o sono é prejudicado, há, sim, consequências. Em se tratando dos pequenos, quando o organismo ainda está em desenvolvimento, a falta de sono na criança pode ocasionar desde alterações de humor até diminuição das capacidades motoras e cerebrais.

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Alguns sinais ajudam os pais a identificar se o filho anda tendo noites mal dormidas. Irritabilidade, falta de atenção e concentração, desânimo, apatia, baixo rendimento motor, diminuição dos reflexos e dores de cabeça costumam denunciar a insônia entre as crianças.

Consequências da falta de sono na criança

É durante o sono que o cérebro produz as substâncias que proporcionam bem-estar e que reduzem as chances de distúrbios como depressão e ansiedade, as endorfinas. Logo, se tal produção é interrompida durante a noite, a criança se torna vulnerável e pode apresentar desvios de humorOutra substância associada ao sono é o hormônio do crescimento, que só é liberado enquanto a criança dorme. Por isso, a falta de sono na criança pode acarretar prejuízos ao seu desenvolvimento corporal.

Estudos apontam, ainda, que noites com poucas horas de descanso aumentam a quantidade de citocinas (substâncias inflamatórias) no organismo, o que pode acarretar em uma diminuição na imunidade quando há falta de sono na criança.

Da mesma maneira, sono irregular, afirmam especialistas, quando associado a distúrbios como apneia, desregula a produção de leptina, substância responsável pela sensação de saciedade, e de grelina, que desencadeia a sensação de fome. Em outras palavras, os que se privam do sono têm maior probabilidade de sobrepeso.

Falta de sono na criança é problema mundial

De acordo com a Associação Mundial de Medicina do Sono, 25% das crianças dormem menos do que precisam. Como alerta a entidade, o problema da falta de sono na criança “pode afetar o rendimento na escola e provocar dificuldades alimentares”.

Dois são os tipos classificados como insônia infantil: a primária e a secundária. A primeira, também denominada de insônia do lactante, atinge o bebê a partir dos dois meses, estendendo-se até os dois anos de vida. Costuma ser caracterizada por diversos despertares durante a noite, acompanhados, em geral, por choro.

Ao excluir causas orgânicas ou ambiente inadequado para o sono, estuda-se a possibilidade de o vínculo mãe e bebê estar atrapalhando a qualidade do sono da criança. A sugestão é sempre procurar o médico para avaliar a melhor forma de lidar com a situação.

A insônia secundária, que ocorre a partir dos dois anos, se resume a despertares durante a noite combinadas a pesadelos ou queixas de medo. Em geral, este tipo de insônia está relacionado a estresse ou a alguma mudança na vida da criança.

Como lidar com o problema

Como regra geral, a falta de sono na criança pode ser combatida com noites mais regradas. Recomenda-se que os pais criem um ritual antes de dormir, estabelecendo horários e respeitando-os. Crianças menores devem ir para a cama por volta das 20 horas. Em idade escolar, o horário deve ser o das 21 horas.

Providenciar pijamas confortáveis e certificar-se de que o ambiente não está demasiadamente iluminado são atitudes importantes. Evitar telefones, TVs e computadores sejam instalados no quarto da criança também pode garantir mais horas de sono ao seu filho.

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