Criança

08/01/2015 04:23 - Atualizado em 21/10/2016 09:27

Estudo relaciona poluição na gestação e nascimento de criança autista

Pesquisa busca entender os fatores que se associam para o nascimento de criança autista.

POR

Redação

  • +A
  • -A

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Harvard e publicada em dezembro na revista Environmental Health Perspectives aponta que a inalação por gestantes de resíduos poluidores, como fumaças de veículos, chaminés, usinas de energia e incêndios, dobra a chance de nascer uma criança autista.

Essa relação entre o autismo e a poluição acontece porque é no terceiro trimestre da gestação que há o crescimento neural. Por esse motivo, quanto maior for a exposição da mulher gravida a essas toxinas nesse período, mais elevada é a taxa de risco.

Marc Weisskopf, professor na Faculdade de Saúde Pública de Harvard afirma que o estudo identifica uma janela que pode elucidar os processos que levam ao nascimento de uma criança autista.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, no mundo, cerca de 70 milhões de pessoas apresentam espectro autista. No Brasil, são 2 milhões.

Criança autista

Criança autista: Entenda o que é autismo

O Autismo ou Transtorno do Espectro Austista (TEA) é uma condição do desenvolvimento do cérebro que ocorre antes, durante ou logo após o nascimento da criança autista. Dificuldades no convívio social e comportamentos repetitivos são características desse distúrbio.

O TEA é uma condição permanente. Em alguns casos, o autista pode levar uma vida relativamente normal enquanto em outros pode necessitar de um apoio especializado durante toda a vida, inclusive para desenvolver tarefas simples da vida diária.

O diagnóstico de uma criança autista é possível entre 12 e 18 meses, sendo mais comum entre os 3 e 5 anos de idade. No Brasil, a média de idade de detecção é dos 5 aos 7 anos. Quanto mais tardio é o diagnóstico maior é o agravo da condição da criança autista por falta do estímulo correto para o seu desenvolvimento.

Criança autista: Os primeiros sinais

Embora o diagnóstico final só possa ser dado por um especialista, vários sintomas podem alertar os pais na indicação de autismo. Entre os mais comuns está o olhar fixo na mesma direção, não explorar o ambiente que está e até mesmo a falta de expressões faciais.

Muitos pais acreditam que a criança autista é surda já que, quando chamada pelo nome, ela não responde. O autista também não é receptivo ao toque. Em geral se afasta das demais crianças e não participa de atividades coletivas. Além disso pode ser uma criança inquieta, hiperativa, que costuma estar sempre em movimento.

A falta de contato visual também pode ser sinal de autismo. Mesmo durante a amamentação, que é o momento em que o bebê mais pratica o contato visual, no caso da criança autista, isso pode não ocorrer.

A relação com os brinquedos também é diferenciada. Enquanto a maioria das crianças brinca com o objeto e reproduz seus movimentos na vida real, a criança autista se concentra em uma só parte do brinquedo ou usa para fins de organização por cor, tamanho, forma ou direção.

A curiosidade infantil estimula os comentários ou perguntas feitas pelas crianças. No caso da criança autista esses comentários costumam aparecer de maneira aleatória ou após insistência dos adultos. Nas crianças que não apresentam autismo há a repetição da fala e expressões dos adultos. Nas autistas a repetição da fala de outra pessoa pode ocorrer sem relação com a situação presente.

Gostou das dicas? Então deixe um comentário! E não esqueça de curtir nossa página no Facebook para ficar ligado em todas as novidades do Vivo Mais Saudável.

TAGS
poluição
gravidez
bebê
saúde

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ