Criança

12/03/2015 05:38 - Atualizado em 04/12/2016 12:46

Entenda as complicações causadas pela fimose infantil

Fimose é comum em crianças com até três anos de idade e geralmente regride naturalmente.

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Redação

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É fimose infantil é muito comum nos meninos. Pesquisas indicam que em torno de 90% dos bebês do sexo masculino nasçam com a patologia, porém apenas 20% continuam com o problema após os seis meses de vida e somente 10% dos casos persistem depois dos três anos.

O órgão genital masculino é formado por glande (cabeça), corpo e base. A cabeça é a parte mais sensível e, por isso, é revestida por uma camada protetora flexível, chamada de prepúcio.

A fimose infantil é diagnosticada quando o prepúcio não é retraído com facilidade. Esse problema pode ocorrer por conta de falta de aderência da pele na região, ou pelo fato de o anel do prepúcio ser muito estreito. Se não for corrigida, a fimose pode trazer consequências desagradáveis.

fimose infantil

Como saber se seu filho tem fimose infantil

Embora a fimose infantil seja considerada uma patologia fisiológica e que regride naturalmente, é importante ficar atento a ela. Não tratá-la adequadamente na infância pode causar infecções na glande ou no prepúcio e prejudicar as futuras relações sexuais.

Para identificar o problema precocemente, conheça os principais sintomas:

- Dificuldades e dor ao urinar

- Secreções que saem do pênis com odor forte e ruim

- Infecções ou sangramentos

- Vermelhidão e inchaço na glande ou no prepúcio.

Como tratar a fimose infantil

Na tentativa de ajudar seus filhos, muitas mães acabam agindo errado ao tentar conter a fimose infantil. Os médicos recomendam que elas não puxem o prepúcio dos bebês para trás na intenção de estimular a sua elasticidade, nem o massageiem.

Manter a higiene do pênis da criança, lavando e secando-o muito bem diariamente, é fundamental. Não ter esses cuidados pode gerar infecções, lesões e traumatismos que causam sangramentos e dor, além de estimularem o desenvolvimento da patologia.

Caso a fimose infantil não regrida naturalmente, é preciso recorrer a ajuda médica. Para isso, existem três tipos de tratamento.

O primeiro deles é com pomada. Ela é usada nas crianças mais novas e com um problema em estágio inicial. Feita à base de corticoides e betametasona, ajuda a melhorar a aderência da pele entre o prepúcio e a glande.

Outra solução é o anel plástico, colocado por meio de cirurgia dentro do prepúcio. Ele envolve a glande, mas sem apertar. O anel tem a função de cortar a pele e, em cerca de dez dias, o acessório cai naturalmente.

Esse é um procedimento que não requer pontos ou curativos, mas usa pomadas anestésicas e lubrificantes. Após a intervenção, a região pode ficar inchada e avermelhada, mas não dificulta a movimentação da criança nem a impede de urinar.

Já a cirurgia é indicada apenas quando a patologia é descoberta tardiamente, geralmente depois dos sete anos de idade do menino. Nesse procedimento, o prepúcio é retirado e a recuperação é mais lenta e dolorosa.

O procedimento cirúrgico dura cerca de 40 minutos. Os pontos caem sozinhos em até uma semana. É necessário fazer curativos e evitar atividades com contato físico por duas semanas.

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