Criança

27/07/2015 07:07 - Atualizado em 23/11/2016 01:58

Drepanocitose causa anemia crônica e é mais comum em pessoas negras

Essa doença hereditária é decorrente de uma alteração genética e prejudica a oxigenação do sangue.

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Redação

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A drepanocitose, também conhecida como anemia de células falciformes, é uma doença nos glóbulos vermelhos. Essa é uma condição genética e hereditária que, apesar de ser predominante em pessoas negras, também pode acometer indivíduos de pele clara.

Pessoas com drepanocitose têm suas hemácias repletas de hemoglobina S, ao invés da hemoglobina A, como a maioria dos seres humanos. A doença faz com que as glóbulos vermelhos - responsáveis pelo transporte de oxigênio vindo dos pulmões para todas as células do corpo - tenham uma forma arredondada e elástica, endurecendo e adquirindo um formato de foice.

Isso faz com o fluxo sanguíneo seja comprometido e a oxigenação dos órgãos fique prejudicada. Por isso, é necessário conhecer os sintomas para um rápido diagnóstico.

drepanocitose

Causas e sintomas da drepanocitose

Quando a malária estava fazendo muitas vítimas na África, ocorreu uma alteração genética na população, fazendo com que as pessoas passassem a produzir a hemoglobina S. Isso as tornou imunes à doença.

Na época, o Brasil foi um dos países que receberam uma grande população de africanos. Como a doença é hereditária, ainda está presente no país, especialmente entre os afrodescendentes.

Para ser portadora da doença, a pessoa precisa ter recebido o gene do pai e da mãe. Caso for transmitido apenas por um dos pais, o indivíduo terá o traço falciforme - e poderá passá-lo para os seus filhos, mas a doença não se manifestará.

Cada pessoa responde de forma diferente à drepanocitose. Algumas não apresentam sintomas preocupantes e não necessitam de transfusões sanguíneas. No entanto, sintomas que podem ser citados são infecções frequentes, olhos e pele amarelados, priapismo, feridas e fadiga intensa.

Os pacientes também apresentam crises de anemia mais intensas e podem necessitar de inúmeras transfusões de sangue ao longo da vida. Os episódios variam de acordo com a gravidade da condição.

A importância do teste do pezinho

Uma das maneiras mais eficazes de diagnosticar a doença precocemente é o teste do pezinho. É fundamental que toda criança, logo na primeira semana de vida, receba as vacinas BCG e da hepatite, além de realizar o teste.

O exame não só identifica a drepanocitose, mas também pode detectar inúmeros outros problemas precocemente.

Para as crianças que não fizeram o teste do pezinho, é possível realizar o teste do afoiçamento, o da mancha e a eletroforese de hemoglobina. Depois do diagnóstico, é fundamental que a criança seja encaminhada para um especialista para acompanhamento.

drepanocitose

O tratamento

A partir de julho de 2015, conforme publicado no Diário Oficial da União, pacientes com drepanocitose poderão fazer o transplante de medula óssea no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Até então, o procedimento era realizado em caráter experimental.

Segundo a Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO), essa é a única técnica com possibilidade de cura da doença. Além dela, existe o tratamento clínico, que consiste no uso da hidroxiureia para controlar os sintomas com ou sem transfusões de sangue.

Você convive com a drepanocitose? Divida a sua experiência conosco. E aproveite para conferir outras dicas de saúde aqui no Vivo Mais Saudável.

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