Criança

13/05/2015 09:09 - Atualizado em 02/12/2016 04:56

Displasia ectodérmica pode causar deformidades no bebê

A doença provoca alterações na estrutura das unhas, da pele, dos dentes e das glândulas sudoríparas.

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Redação

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A displasia ectodérmica é caracterizada como um grupo de transtornos hereditários, que podem afetar as estruturas das unhas, dos cabelos, da pele, dos dentes e das glândulas sudoríparas. É estimado que a doença afete um em cada um milhão de nascimentos, sendo muito mais frequente em homens que em mulheres.

O problema não tem cura e não existe nenhum tratamento específico. A criança deve ser acompanhada por um médico durante a vida para que ele possa indicar procedimentos que proporcionem um desenvolvimento adequado, conforme as especificações do caso.

displasia ectodermica

Entenda o que é displasia ectodérmica

Existem dois tipos da doença, que consistem num conjunto de problemas hereditários raros que surgem no bebê desde o nascimento. O primeiro tipo é a displasia ectodérmica anidrótica ou hipohidrótica, que causa a diminuição de cabelos e pelos, redução ou ausência de líquidos corporais - como lágrimas, saliva e suor - ou falta de dentes.

Já a displasia ectodérmica hidrótica tem como principal característica a falta de dentes. No entanto, também pode provocar alterações como lábios grandes e voltados para fora, nariz achatado e manchas em volta dos olhos.

Os principais sinais do problema são febre recorrente ou temperatura corporal acima de 37ºC, hipersensibilidade a locais quentes, má-formações na boca - com dentes faltando, afiados ou muito afastados -, cabelo quebradiço, unhas finas e com forma alterada, falta de produção de líquidos corporais e pele fina e sensível.

Esses sintomas variam em cada caso, podendo surgir apenas alguns.

O diagnóstico da doença é feito logo após o nascimento, por meio da observação das má-formações do bebê. Mas nem todos os casos são assim. Em algumas situações, quando os sinais são menos aparentes, a identificação do problema ocorre só mais tarde, ao longo do crescimento da criança.

A displasia ectodérmica pode trazer complicações para o desenvolvimento da criança, dificultando a alimentação devido a alterações na boca, ou então diminuindo a autoestima por causa da aparência.

Tratamento para a displasia ectodérmica

Não existe um tratamento específico para a displasia ectodérmica e essa doença não tem cura. No entanto, são realizados procedimentos para corrigir as alterações causadas pela doença, que são avaliados e indicados por um profissional qualificado. Assim, é possível melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

A criança deve ser acompanhada frequentemente por médicos, que vão avaliar o seu desenvolvimento e a necessidade de cirurgias estéticas, por exemplo, para resolver algumas das má-formações provocadas pela doença.

Nos casos de falta de dentes, as crianças devem ser acompanhadas por um dentista para iniciar o tratamento adequado o quanto antes, que pode incluir cirurgias e próteses dentárias. Esses procedimentos vão possibilitar uma melhor alimentação e evitar outros problemas.

Além disso, é importante também medir a temperatura corporal diariamente, principalmente quando não há produção de suor, pois existe maior risco de insolação devido ao aquecimento excessivo do corpo.

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