Dra. Clarissa Maneiro

ESPECIALIDADE

Psiquiatria

ONDE ATENDE

Dra. Clarissa Maneiro

Apresentação

Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (2005), Residência Médica em Psiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2008) e Pós-Graduação em Psiquiatria da Infância e Adolescência pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Psiquiatria Clínica, atuando principalmente nos seguintes temas: psiquiatria da infância e adolescência, TDAH e saúde mental da mulher.

O que Trata

Adulto e Infantil

Formação Acadêmica

Médica graduada pela UFF com residência médica em Psiquiatria IPUB-UFRJ

Cargos e Títulos

Especialista em Psiquiatria da Infância pela Associação Brasileira de Psiquiatria

Criança

25/08/2014 06:00 - Atualizado em 01/12/2016 09:34

Criança hiperativa existe? Psiquiatra fala sobre comportamentos infantis e TDAH

Expressões como “a mil por hora” e “no mundo da lua” são bem comuns. Mas o que elas podem dizer sobre a criança? Entenda e veja se é preciso um diagnóstico.

POR

Dra. Clarissa Maneiro

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Seu filho parece que está sempre ligado nos 220 volts? Isso pode ser um sinal de hiperatividade! A Dra. Clarissa Maneiro, especialista em psiquiatria do Vivo Mais Saudável, ensina a detectar quando há desvios nos comportamentos das crianças e diz o que os pais devem fazer para tratar o problema.

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Ouço muito no consultório: “a professora disse que meu filho é hiperativo, mas meu marido fala que ele era igual quando criança, e só era levado”. E agora? O que fazer? Um mito é achar que ser levado ou ter preguiça de estudar é normal, é parte da personalidade da criança. Nem sempre isso é verdade. Na maioria das vezes, a criança quer agradar os pais e professores, e não conseguir dar conta do recado causa muita angústia para ela.

Todos somos um pouco desatentos ou agitados, mas se começar a afetar muito a qualidade de vida, acenda o sinal amarelo e repense: será que esses sintomas já não ultrapassaram o limite do normal? Podemos comparar essa situação com o diabetes ou a hipertensão arterial: todos nós temos um valor de açúcar no sangue ou de pressão arterial, mas, se ultrapassar determinados valores, passa a ser doença e a causar estragos na nossa saúde. Assim também é com a inquietação e a desatenção.

Foto: Thinkstock

A criança com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) 

A criança geralmente não consegue ficar parada. Vive levantando para ir ao banheiro e beber água, parece que tem “bicho carpinteiro” pelo corpo ou um motor com bateria infinita por dentro. Não anda, corre. É estabanada, está sempre se acidentando porque escala paredes e móveis. Quando tenta se concentrar para estudar algo que demande mais raciocínio, logo se cansa e desiste. Perde a noção do tempo. Parece estar desligada e não nos ouvir, mesmo quando falamos diretamente com ela. É muito impulsiva, interrompe a fala dos outros, conversa sem parar. Faz coisas das quais logo se arrepende, justamente porque não consegue controlar os seus impulsos. Sua inteligência é normal ou até superior, mas a falta de atenção e a hiperatividade impedem que a criança possa explorar todo o seu potencial e aí é muito comum ter problemas de aprendizado.

Algumas crianças têm o subtipo combinado, ou seja, têm tanto sintomas de hiperatividade quanto de desatenção, enquanto outras têm somente o subtipo desatento ou o subtipo hiperativo. Esses sintomas tornam-se mais aparentes quando a criança vai para a creche ou jardim de infância e, em cerca de metade dos casos, permanecem até mesmo na idade adulta.

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno antigo, já descrito desde o século retrasado; portanto, não é fruto da cultura atual. É o transtorno mental com suas bases biológicas (genéticas e neuroquímicas) mais bem estabelecidas, mais até do que depressão e transtorno bipolar, e presente em cerca de 5-6% da população. Ou seja, numa turma de 20 crianças, uma ou duas com certeza terão TDAH.

Quando bem diagnosticado e tratado, os resultados são muito visíveis e causam uma melhora significativa na qualidade de vida da criança com TDAH. Hoje em dia, o que é fora de moda é dizer que TDAH não existe! O que acontece muito é que as pessoas e até mesmo profissionais de educação e saúde não especializados confundem os sintomas “agitação” e “desatenção” com o transtorno TDAH.

Contudo, uma criança pode estar agitada porque tem autismo e outra pode estar desatenta porque está preocupada com a separação dos pais. Uma vez que a criança tem estes sintomas e eles estão presentes em todos os ambientes que a criança vive e afetando seu aprendizado e suas relações pessoais, é importante uma avaliação cuidadosa de uma equipe interdisciplinar, composta por médicos, psicólogos e até fonoaudiólogos especializados que saibam fazer com segurança esse diagnóstico, o que não é simples.

Então, caso você tenha alguma suspeita, converse primeiramente com o pediatra da criança. Caso prefira outro acompanhamento, saiba que há pediatras com especialização nesta área de TDAH. Também há psiquiatras infantis e neurologistas. É sempre bom visitar um psicólogo e um fonoaudiólogo para checar todas as possíveis relações com os sintomas.

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