Criança

10/03/2016 11:23 - Atualizado em 23/11/2016 08:49

Consumo de antidepressivos entre jovens aumenta, aponta OMS

Uso do medicamento cresceu em especial na Europa e nos Estados Unidos.

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Redação

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O crescente uso de antidepressivos entre crianças e adolescentes, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, voltou a preocupar a Organização Mundial da Saúde (OMS). Na última terça-feira (9/3), a entidade divulgou um alerta sobre esse alto consumo.

É o segundo comunicado da organização em doze anos. Em 2004, a OMS já havia se pronunciado sobre o mesmo tema, dando um aviso semelhante. No entanto, após uma diminuição no uso dos medicamentos contra a depressão, o consumo voltou a subir.

menino triste que toma antidepressivos

Uso de antidepressivos entre jovens

De acordo com um novo estudo divulgado, houve um aumento de 54% entre o número de jovens que receberam receitas para antidepressivos no Reino Unido. O índice só não é maior que o da Dinamarca. O país escandinavo registou um aumento de 60%. Alemanha (49%), Estados Unidos (26%) e Holanda (17%) também apresentaram resultados expressivos.

O levantamento divulgado pela revista especializada European Journal of Neuropsychopharmacology suscita algumas questões - em especial, as relacionadas aos efeitos colaterais que esses medicamentos podem causar em jovens, uma vez que essas drogas não foram testadas em pessoas dessa faixa etária.

Outra preocupação relatada pela diretora de saúde mental da OMS, Shekhar Sazena, diz respeito à real necessidade do uso desses remédios. Segundo ela, os antidepressivos, eventualmente, podem estar sendo receitados sem razão suficiente.

Como identificar a depressão em jovens

Polêmicas à parte, a depressão é uma doença séria que, de acordo com a OMS, atinge 350 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, são 38 milhões. E é na adolescência que ela merece ainda mais atenção.

O período é considerado pela organização máxima de saúde como o mais propenso para o desenvolvimento e a manifestação da depressão. É nessa fase da vida que os primeiros contatos com o álcool, o cigarro e as drogas, fatores considerados gatilhos para a doença, acontecem.

Para a psicoterapeuta Maura de Albanesi, do Núcleo de Renascimento, a adolescência também é o momento de maiores descobertas e decepções da vida. “A presença da família, nesse sentido, é muito importante”, acrescenta.

O diagnóstico correto da depressão exige a comprovação de pelo menos cinco sintomas. Se eles forem recorrentes e durarem muito tempo, é sinal de que não é só uma fase de rebeldia da idade, e a indicação é que se procure um especialista. Veja como identificar a depressão no seu filho:

- Alteração do humor

- Desinteresse por passatempos prazerosos

- Problemas de sono

- Dores musculares (costas, pernas, pescoço e braços)

- Apetite e peso irregulares

- Dificuldade de concentração

- Cansaço demasiado

- Culpa excessiva

- Ideias suicidas e pensamentos sobre morte.

menina triste que toma antidepressivos

Tratamento para a depressão

O tratamento da depressão depende de cada caso e da sua respectiva gravidade. Segundo a psicoterapeuta do Núcleo de Renascimento, não são todos os quadros que precisam, necessariamente, de intervenção medicamentosa, por exemplo.

De acordo com a especialista, primeiro, mediante a análise dos sintomas, identifica-se qual é o grau da doença - ou seja, se é leve, moderada ou grave. A partir desse entendimento, é proposto o tratamento. “Nos mais graves, há prescrição de antidepressivos, porém o acompanhamento do profissional, em todos os casos, é importante", explica Maura.

No entanto, em todos os graus, a primeira mudança deve ser feita no comportamento. Outro ponto importante é a família. Todos os familiares precisam de orientação e devem estar envolvidos no tratamento, colaborando para a criação de um ambiente saudável. Alimentação adequada, prática de atividades físicas e meditação também podem ajudar na melhoria.

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