Criança

26/11/2014 02:05 - Atualizado em 10/12/2016 04:14

Conheça os principais desafios da saúde infantil no Brasil

Indicadores de saúde infantil no Brasil tiveram grande avanço desde 1990.

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Redação

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Diretamente relacionada ao desenvolvimento, a saúde infantil no Brasil melhorou de forma considerável nas últimas décadas: a redução do índice de mortalidade infantil é uma prova disso. Mas ainda é preciso avançar para alcançar os números das nações desenvolvidas. Medidas públicas para melhorar a assistência médica e o saneamento básico podem ajudar nesse processo. Entenda os principais desafios.

Saúde infantil no Brasil já foi muito pior

É preciso reconhecer os avanços do país no combate à mortalidade infantil, considerado o principal indicativo da saúde na infância. De acordo com relatório divulgado pela Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) em 2013, o Brasil reduziu a mortalidade infantil em 77% entre os anos 1990 e 2012.

Os valores se referem à morte de crianças com menos de 5 anos de idade. Em 1990, o número era de 62 a cada 1000 nascimentos, e, em 2012, passou para 14 por 1000. Na América Latina, o Brasil liderou, juntamente com o Peru, a queda na mortalidade infantil, atingindo com antecedência o 4º Objetivo do Milênio estipulado pela ONU em 2000, que projetava a redução da mortalidade infantil em 66% até 2015.

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Como melhorar a saúde infantil no Brasil

Apesar da significativa redução, o índice continua alto, principalmente quando comparado ao das nações plenamente desenvolvidas. Para melhorar a saúde infantil no Brasil, é preciso encarar alguns desafios. Entenda o que precisa ser feito:

Gestação

A qualidade da gestação está diretamente relacionada à saúde da criança. No período pré-natal, são necessárias no mínimo seis consultas médicas para avaliar em detalhes o crescimento do bebê. Além disso, as consultas servem para que as mulheres esclareçam dúvidas e se preparem para o parto, prevenindo o surgimento de problemas. O acompanhamento de um médico, enfermeiro ou pessoa capacitada é fundamental.

Período neonatal

Atualmente, a maior parte das mortes ocorre no período neonatal, até os 27 dias de vida da criança. Normalmente, o óbito está associado a um parto prematuro e à falta de estrutura médica hospitalar para garantir a sobrevivência. Outro fator a ser combatido são as cesarianas. De acordo com a Unicef, o Brasil é líder mundial no número de cirurgias, o que pode estar relacionado aos partos prematuros.

Fome e miséria

O desafio é reduzir a proporção da população que ainda vive abaixo da linha da pobreza e a proporção da população que sofre com a fome. Para isso, são necessários programas de geração de renda, garantindo alimentação saudável para todos e diminuindo a desigualdade social

Saneamento básico

Água de qualidade e esgoto tratado são medidas fundamentais para diminuir a incidência de doenças de origem infecciosa e melhorar a saúde infantil no Brasil. Diarreia e desidratação também tendem a ser eliminadas com um saneamento eficaz.

Assistência médica

Ainda é necessário expandir a atenção primária à saúde, principalmente em territórios indígenas e menos urbanos. A expansão do calendário de vacinas e do acesso ao parto hospitalar também são fundamentais para esse processo. É necessário ainda descentralizar a presença de médicos e de outros profissionais de saúde, como dentistas e enfermeiros, garantindo assistência médica especializada para todos.

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