Criança

26/09/2014 04:08 - Atualizado em 07/12/2016 10:21

Confira o que fazer quando há alteração no exame do pezinho do seu filho

Casos de alteração no exame do pezinho de crianças exigem diagnóstico detalhado dos médicos.

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Redação

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Um furinho no calcanhar que é capaz de detectar doenças de origem metabólica, congênita e infecciosa. O exame do pezinho é essencial a todo recém-nascido porque detecta enfermidades precocemente, o que possibilita tratá-las já nos primeiros meses de vida do bebê, evitando, na sequência, eventuais agravamentos.

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A importância deste exame é tamanha que o governo o subsidia nas maternidades públicas, ou seja, a triagem é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – o que o torna também obrigatório em todo o território nacional. E faz com que a alteração no exame do pezinho seja detectada desde cedo.

Alteração no exame do pezinho

Dependendo do estado brasileiro, a versão padrão do exame do pezinho, disponibilizada pelo SUS, é capaz de identificar patologias como hipotireoidismo congênito, anemia falciforme, fibrose cística, fenilcetonúria (moléstia responsável por quadros de retardo mental), hiperplasia adrenal (que leva à produção inadequada de hormônios sexuais) e a deficiência de biotinidase (que provoca convulsões, problemas respiratórios e atrofia ótica, entre outros).

Em certas unidades federativas, o teste é ampliado e a cobertura para diagnóstico de outros problemas como galactosemia (que desencadeia, entre demais dificuldades, problemas de coagulação e até catarata) e toxoplasmose (que favorece calcificações cerebrais e disfunções na retina), por exemplo, é estendida. Mesmo assim, o exame do pezinho já é oferecido por laboratórios particulares que se comprometem em diagnosticar mais de 30 doenças antes do aparecimento dos sintomas.

O exame é realizado normalmente entre o terceiro e o sétimo dia de vida da criança. O resultado leva em torno de 30 dias para ser liberado. Quando há alteração no exame do pezinho, os pais costumam ser chamados pelo médico. Trata-se de um momento delicado e que, em geral, apavora os responsáveis pela criança.

O que fazer em caso de alteração no exame do pezinho

Mas antes de tirar conclusões, é importante que os pais mantenham a calma e estejam cientes que o primeiro passo será a recoleta de sangue. Por vezes, a solicitação de outra amostra acontece simplesmente porque a alteração no exame do pezinho pode ter sido causada por um problema na coleta.

Outra possibilidade remete aos testes realizados antes das 48 horas de vida da criança. É que, se feitos anteriormente a este período, o exame pode apresentar variações por interferência da exposição do bebê aos líquidos do parto. Se a partir da nova coleta o exame do pezinho seguir apontando anormalidades, o médico que acompanha a criança deverá solicitar novos testes, mais detalhados, antes de sugerir qualquer diagnóstico.

Justamente por sinalizar patologias ainda no estágio inicial da vida, o exame do pezinho contribui para que disfunções tenham o tratamento apropriado iniciado imediatamente de maneira que a criança possa crescer de forma que as doenças interfiram o menos possível em sua vida.

Ainda que requeira uma rápida agulhada no calcanhar, região esta, aliás, rica em vasos sanguíneos, o exame do pezinho é indolor – o bebê de fato chora na hora da triagem, mas é apenas porque se trata de uma nova experiência em suas poucas horas de vida. A coleta através do braço do recém-nascido é igualmente possível, ainda que o nome do teste sugira que seja pelo pé.

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