Criança

29/03/2015 10:19 - Atualizado em 24/11/2016 11:01

Composição do leite materno torna os pequenos mais inteligentes

Bebês precisam se alimentar apenas de leite materno até os seis meses de idade.

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Redação

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Nada além de mamar é necessário para manter a saúde dos bebês até os seis meses de vida. Esse simples fato é suficiente para comprovar a riqueza da composição do leite materno.

Nele, estão contidos todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento das crianças. Amamentadas na infância, elas também se tornam adultos mais inteligentes. Saiba mais sobre o que compõe o leite da mãe e a importância da amamentação para a mente e o cérebro.

composicao do leite materno

Como é a composição do leite materno?

Logo após o parto, o leite é chamado de colostro, e consiste em um fluído amarelo, espesso e rico em proteínas. Do dia sete ao 21, as proteínas e minerais diminuem, dando lugar a gorduras e carboidratos. Por fim, após o 21º dia, a composição do leite materno se torna estável, garantindo qualidade de vida para o bebê.

Durante a amamentação, a mãe libera primeiro um líquido mais fino, que proporciona hidratação para o bebê. Logo depois, ele se torna espesso, com a finalidade de nutrir e alimentar.

Na composição do leite materno, são encontrados potencial energético e calórico, proteínas, gordura, carboidratos, vitaminas A, C, E, K, B1, B2, B3, B4, B6, B12 e B9 (ácido fólico). Além disso, cálcio, fósforo, magnésio, ferro, selênio, zinco e potássio também estão presentes.

Apenas o leite da mãe já é suficiente para alimentar o bebê no início da vida. Ele é rico em todos os nutrientes que a criança precisa para um desenvolvimento forte e sadio. Ao produzir anticorpos, o leite aumenta as defesas naturais do pequeno e evita que doenças o ataquem.

Como os bebês aproveitam o leite materno?

Você sabia que a composição do leite materno pode deixar as crianças mais inteligentes? De acordo com pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), no Rio Grande do Sul, o quociente de inteligência (QI) de uma criança pode estar relacionado com seu tempo de amamentação.

Por mais de 30 anos, foram acompanhados 3,5 mil bebês nascidos em 1982. Os cientistas observaram que, quanto mais tempo a criança mamava, melhores eram seus resultados em testes de QI. No entanto, outros fatores que podem interferir na inteligência de alguém, como a renda, a escolaridade da mãe e o peso de nascimento, foram deixados de lado para o estudo.

Com os resultados, a pesquisa comprova com maior precisão a recomendação médica: a composição do leite materno é suficiente para os bebês, que devem ser amamentados até os seis meses de vida.

Na investigação, foram analisadas crianças que mamaram por menos de um mês e, outras, por mais de um ano. Aquelas amamentadas por um período maior eram mais inteligentes.

Os ácidos graxos saturados presentes no leite da mãe seriam o principal motivo desse impacto na inteligência. Eles são substâncias essenciais para desenvolver o cérebro.

A partir dessas informações, novas pesquisas passam a ser feitas para confirmar os resultados. Para potencializar os dados, os cientistas querem incluir fatores como escolaridade e renda aos trinta anos.

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