Criança

26/09/2014 03:30 - Atualizado em 18/11/2016 12:16

Chance de morte súbita se eleva ao dividir cama com bebê

Morte súbita pode atingir crianças até os 12 meses de idade.

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Redação

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Quando um bebê sadio morre durante o sono e nem médicos nem profissionais da autópsia podem explicar exatamente a causa, o caso é tratado como morte súbita infantil. Também chamada de Morte Súbita do Lactante, o problema ainda é um grande mistério para os pesquisadores.

Não se sabe precisamente o que pode provocar este tipo de caso, já que o diagnóstico é feito por exclusão. Já se sabe, contudo, que o mal pode afetar majoritariamente crianças entre os seus 28º dia e 12 meses de idade.

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Causas para a morte súbita de bebês

Pesquisa britânica recente arriscou apontar um dos prováveis fatores motivadores da morte súbita entre recém-nascidos: compartilhar a cama com os pais. Segundo as conclusões da London School of Hygiene and Tropical Medicine, dividir o leito com o bebê é uma prática comum, mas que amplia em cinco vezes o risco de morte da criança.

Conforme os resultados da pesquisa, as explicações prováveis passam pela inalação de gás carbônico expirado pelos adultos durante o sono e estresse termal, isto é, superaquecimento do bebê – o calor corporal dos pais pode ser excessivo para algumas crianças.

Há ainda, de acordo com a investigação, casos em que os pais sem querer sufocam o neném enquanto dormem. Todas essas hipóteses, apesar de altamente aceitáveis, são difíceis de ser comprovadas à medida que ocorrem durante o sono ou pelo fato de ser difícil o reconhecimento dos pais de que, ainda que involuntariamente, tiveram alguma participação no mal súbito do bebê.

No universo de casos analisados na pesquisa, foi observado que, em um quinto deles, um ou ambos os pais dormiam com o neném na hora da morte. Para os pesquisadores, ao excluírem-se outros fatores de risco como prematuridade (nascimentos antes 37 semanas de gestação), baixo peso (inferior a 2,5 quilos) e casos pré-existentes de morte súbita na família, 81% dos falecimentos inexplicáveis de crianças menores de três meses poderiam ser evitados se elas não pernoitassem na mesma cama que os pais.

Evite a morte súbita infantil

Como solução, os estudiosos ingleses recomendam, portanto, que a criança não divida espaço com os adultos à noite pelo menos até os três meses de idade, quando o risco de morte súbita diminui substancialmente. O ideal é que o bebê durma em um berço, se possível próximo aos pais.

Também é aconselhado que a caminha tenha uma inclinação de 15° a 30°, posição que evita episódios de regurgitação e sufocamento.

Não se pode elucidar o motivo, mas a morte súbita de bebês parece assombrar mais as regiões de clima frio, ainda que haja casos registrados no Brasil e em outros países tropicais. Só nos Estados Unidos, por exemplo, a cada ano, cerca de 2.500 bebês morrem durante o sono, sem motivos aparentes.

Como as causas do mal que mata bebês silenciosamente ainda não podem ser descritas com exatidão, propor soluções torna-se ainda mais limitador. Mesmo assim, alguns médicos aventuram-se em fazer algumas sugestões.

Dentre as ações que crêem ser efetivas no combate à morte súbita infantil, listam: posicionar o bebê para que durma de barriga para cima, assim não se criam dificuldades para que ele respire normalmente; cobri-lo com poucas cobertas; não fumar e não permitir que ninguém fume perto do neném; não agasalhar a criança em demasiado e levá-la ao pediatra com frequência, para que sua saúde seja checada e acompanhada adequadamente.

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