Criança

12/07/2014 07:30 - Atualizado em 06/12/2016 12:46

Chance de infecção hospitalar é alta para bebês. Veja como prevenir

Bebês prematuros têm maior risco de infecção hospitalar.

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Redação

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No Brasil, ainda há muitos casos de infecção hospitalar em bebês. Mas existem medidas de prevenção que podem evitar esse problema.

Infecção hospitalar em bebês

Em outubro e novembro de 2010, em um período de 40 dias, 11 bebês morreram no Hospital Regional da Asa Sul, no Distrito Federal, todos vítimas de complicações originadas em infecção hospitalar. Um ano antes, na Santa Casa de Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo, entre 1 e 18 de novembro de 2009, um caso parecido: cinco bebês prematuros morreram pelo mesmo motivo.

Foto: Shutterstock

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Podemos definir a infecção hospitalar como uma complicação cuja origem (infecção por um vírus ou bactéria) se deu enquanto a pessoa estava internada em um hospital ou outro tipo de instituição de saúde. Estima-se que a taxa de infecção hospitalar no Brasil esteja próxima a 10%, um número bastante significativo. A gravidade de cada situação varia bastante, e em alguns tipos de internação a probabilidade de infecção é maior do que em outros.

Na maternidade

Quando nos referimos a recém-nascidos, a atenção deve ser ainda maior, uma vez que são seres muito frágeis, cujo sistema imunológico ainda não foi completamente desenvolvido.

Caso a criança seja prematura ou tenha nascido com peso baixo, terá maior risco de adquirir uma infecção. Se teve mais de 38 semanas de idade gestacional, contudo, o risco é bem baixo. Uma infecção comum em algumas maternidades é na pele dos bebês – trata-se do impetigo, que necessita de um tratamento específico e pode aparecer depois da alta hospitalar. 

Nas mães, o tipo de contágio mais comum é na ferida operatória pós-cesariana, que geralmente acontece após a alta hospitalar. É uma ocorrência bastante rara, mas o risco não pode ser desconsiderado. Se ela acontecer, o médico deve ser procurado para decidir sobre o procedimento mais adequado a ser seguido.

A infecção hospitalar mais comum nas UTIs neonatais é a sepse, um tipo de infecção generalizada que geralmente está relacionada ao uso de cateteres vasculares, necessários para a alimentação, aporte de líquidos e infusão de medicamentos nos bebês prematuros.

Ela pode ter consequências graves e, por esse motivo, todas as instituições de saúde precisam ter uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), com profissionais dedicados e especializados nesse tema, trabalhando para diminuir os riscos.

Prevenção da infecção hospitalar

Existe uma série de cuidados que podem ser tomados para evitar a infecção hospitalar. Eles não dizem respeito apenas à equipe médica, funcionários do hospital e pacientes, mas também a quem visita o local.

O modo de contágio mais comum é através das mãos, portanto o primeiro cuidado essencial é mantê-las sempre higienizadas, com água, sabão ou soluções à base de álcool. Carregar álcool em gel consigo pode ser uma excelente ideia para manter as mãos esterilizadas e evitar a transmissão de vírus e bactérias. Os visitantes ainda devem evitar frequentar um hospital se possuem algum quadro como infecção respiratória, diarreia, conjuntivite e outros.

No caso dos pacientes, é fundamental ter uma boa alimentação, controlar a glicemia e seguir com rigor as orientações médicas, principalmente quanto à ferida operatória, se for o caso. Por fim, manter o calendário de vacinação sempre em dia evita a infecção de uma série de doenças.

Você conhece alguém que já teve algum tipo de infecção hospitalar? Por que isso aconteceu? Deixe o seu comentário e compartilhe com a gente.

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