Criança

02/04/2015 08:47 - Atualizado em 08/12/2016 09:11

Autismo leve não prejudica a vida social das crianças

Habilidades de interação social podem ser trabalhadas com atividades multidisciplinares.

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Redação

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Em 2 de abril é comemorado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), em dezembro de 2007, com o propósito de chamar atenção para o diagnóstico do transtorno. O autismo atinge cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo.

Uma das questões pouco comentadas sobre a condição é a forma como ela se manifesta em quem temo o chamado autismo leve. Nessa variante da síndrome, o indivíduo apresenta somente alguns sintomas. E eles não impedem que a criança leve uma vida normal. Saiba por quê.

autismo leve

Como identificar o autismo leve

O autismo leve afeta, especialmente, o âmbito das interações sociais. Ou seja, a criança pode até interagir com membros da família, mas encontra extrema dificuldade em estabelecer amizades e vínculos, ou mesmo em manter uma conversa com alguém na escola.

Outro fator que indica a possibilidade de um autismo leve é a dificuldade na comunicação verbal. Nesse caso, a pessoa geralmente não consegue se expressar corretamente, utiliza as palavras de maneira indevida e não compreende os tons de voz. Ela não consegue identificar, por exemplo, quando alguém está sendo irônico.

A repetição também é um traço característico comum nos casos de autismo leve. O sintoma é apresentado quando a criança vive repetindo uma frase que ouviu em um filme ou uma conversa que teve com alguém.

Embora o autismo geralmente seja descoberto na infância, muitas pessoas só descobrem que têm o transtorno na fase adulta. Gente que costuma ficar mais isolada, ou que é classificada como antissocial, ingênua, metódica e até mesmo “fresca” pode, na verdade, manifestar autismo leve.

Importância do diagnóstico

Uma criança com autismo leve pode, sim, ter uma vida normal junto às demais. O importante é que o diagnóstico seja feito rápido para que ela possa trabalhar suas dificuldades.

Não é à toa que muitos dos adultos diagnosticados tardiamente apresentam características depressivas. Isso acontece porque, quando não tratada, a síndrome pode afetar seriamente as habilidades de interação social do indivíduo, prejudicando suas relações afetivas e amorosas.

Quando detectado na infância, o autismo leve já pode começar a ser tratado com trabalhos multidisciplinares, envolvendo fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e acompanhamento com psicólogos e neuropediatras. Isso tudo ajuda a criança a interagir melhor com os outros e a adquirir independência em sua vida diária.

No caso dos adultos, o acompanhamento também é necessário. Porém, quando identificada nessa fase, a síndrome deve ser tratada com enfoque nas dificuldades específicas do indivíduo, especialmente por meio da terapia.

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