Criança

23/08/2014 06:11 - Atualizado em 08/12/2016 02:33

Aprenda como enfrentar o hemangioma, tumor benigno comum na infância

O hemangioma atinge até 5% dos recém-nascidos e causa manchas na pele.

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Redação

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Você pode não ter prestado muita atenção nos discursos que o estadista russo Mikhail Gorbachev fazia quando era líder da então União Soviética, entre os anos de 1985 e 1991. Deve lembrar, contudo, da mancha avermelhada que o político exibia no alto da cabeça, marca, aliás, que o acompanhava desde que nasceu.

Sinal semelhante possui a atriz global Graziella Moretto. O dela, entretanto, compreende o lado esquerdo do seu rosto, espalhando-se por cerca de 40% da face – só não é evidenciado, revela a atriz, por conta da maquiagem. Gorbachev e Graziella são exemplos famosos de pessoas acometidas por hemangioma, lesão vascular que surge logo após o parto e que pode aumentar – ou regredir – durante o crescimento.

Como detalha a Associação Brasileira das Pessoas com Hemangiomas e Linfagiomas (Abraphel), trata-se de marcas de nascimento imprevisíveis, já que não se pode precisar o progresso ou redução dessas antes da infância. Calcula-se que o problema atinja de 2,5% a 5% dos recém-nascidos. Segundo a Abraphel, 60% dos hemangiomas surgem nas regiões da cabeça e pescoço. Ainda de acordo com a entidade, são classificados em planos e tumorais.

hemangioma


Como detectar o hemangioma


A suspeita de hemangioma é feita a partir da identificação de sinais avermelhados ou de lesão mais extensa na pele. Quando maiores, as marcas podem trazer impacto estético à criança, assim a participação do médico na análise das manchinhas torna-se ainda mais fundamental.

O hemangioma plano caracteriza-se por manchas vermelhas ou ‘vinhosas’ localizadas, especialmente, na pele e mucosas. Podem ser superficiais ou profundas e tendem a permanecer ao longo da vida. São malformações congênitas, isto é, deformidades de elementos do sistema vascular (vasos capilares, artérias, veias ou vasos linfáticos).

O hemangioma tumoral, por sua vez, costuma surgir já no primeiro mês de vida. Costuma, porém, diminuir depois do primeiro ano de idade da criança.

Hemangioma tem tratamento


Entre os tratamentos indicados para essas lesões, constam: tratamento clínico com medicamentos, tratamento cirúrgico, laser e tratamentos endovasculares. Corticoides e betabloqueadores são as drogas comumente usadas para conter o crescimento dos tumores e auxiliar na cicatrização de eventuais ferimentos ou sangramentos desencadeados nas regiões sensibilizadas pelas marcas. A combinação de injeções de esteroides e laserterapia também pode ser indicada.

O hemangioma pode atingir camadas superiores ou mais profundas na pele (tipo cavernoso). Quando nas pálpebras, podem interferir no desenvolvimento da visão, portanto, devem ser tratados nos primeiros meses de desenvolvimento da criança. Os que possam causar qualquer dano à respiração ou a outras funções vitais do corpo devem ser tratados com a maior brevidade possível. A avaliação deve ser sempre feita por médico especialista.

No passado, as lesões dos portadores de hemangiomas eram queimadas com óleo em alguns lugares do mundo. Na Idade Média, as pessoas com este tipo de mancha eram consideradas ou feiticeiras ou seres com pacto com o mal.

Hoje, a doença já é tratada no Brasil e, nos Estados Unidos e na França, possui centros especializados. Aos que buscam mais informações sobre o tema, a Associação Brasileira das Pessoas com Hemangiomas e Linfagiomas disponibiliza dados em seu site.

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