Criança

24/02/2016 12:00 - Atualizado em 19/11/2016 01:29

Antibióticos para infecção respiratória podem levar à obesidade

Pesquisadores finlandeses estudaram a correlação entre uso de antibióticos e predisposição à obesidade na infância.

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Redação

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Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Helsinque, na Finlândia, concluiu que crianças que tomam antibióticos da classe dos macrolídeos - usados comumente para tratar infecção respiratória - podem ter alterações na flora intestinal. Segundo a pesquisa, isso aumenta a predisposição para ganhar peso e sofrer com asma no longo prazo.

O estudo envolveu 236 crianças entre 2 e 7 anos de idade. “Entre as que receberam antibióticos da classe dos macrolídeos nos anos iniciais, encontramos uma correlação positiva entre o uso total de antibiótico e o índice de massa corporal, assim como um aumento no risco de asma”, diz o texto publicado no final de janeiro de 2016 na Nature Communications.

A conclusão é que, com a eliminação de alguns tipos de bactérias intestinais, há uma mudança na composição do microbioma, com um impacto de longo prazo no metabolismo, que persiste mesmo quando a flora intestinal volta ao normal. A partir daí, que o risco de a criança se tornar obesa aumenta.

criança com infecção respiratória é examinada por médica

Antibióticos tratam infecção respiratória

Apesar da conclusão, o estudo não sugere que se deixe de receitar antibióticos, mas sim que os médicos levem esses efeitos colaterais em consideração ao prescrevê-los. “Nossos resultados sugerem que, sem comprometer a prática clínica, o impacto sobre a microbiota intestinal seja considerado na prescrição de medicamentos”, indica o texto.

Os macrolídeos aos quais a pesquisa finlandesa se refere são amplamente utilizados na medicina ocidental, principalmente no tratamento de doenças do sistema respiratório.

A infecção respiratória é mais comum nas crianças, principalmente as que sofrem de desnutrição ou de baixo peso no nascimento, ou ainda as que são submetidas a um ambiente com ar poluído. Sua origem pode ser viral, bacteriana ou fúngica.

A infecção pode levar a um quadro de pneumonia, quando atinge a região dos alvéolos pulmonares. O correto diagnóstico da doença deve ser feito por um médico, por meio da ausculta pulmonar, teste de escarro e exames como hemograma e raio X de tórax.

Tratar infecção respiratória sem antibióticos?

Apesar de os pesquisadores da Universidade de Helsinque sugerirem a correlação entre um uso de antibióticos nos primeiros anos da vida de uma criança e a obesidade ou a asma, sob hipótese alguma um pai deve medicar seu filho sem consultar um médico.

O profissional é sempre a pessoa mais adequada para avaliar qual a quantidade correta de medicamento que convém tomar. Tenha em mente que os médicos conhecem os possíveis efeitos colaterais e as contraindicações dos remédios, além da possibilidade de o paciente desenvolver resistência a eles.

Se você prefere tratamentos naturais, a recomendação é sempre a prevenção, com medidas como estas:

- Cuidar sempre da higiene da criança

- Dar a ela uma alimentação balanceada, incluindo frutas e legumes nas refeições

- Evitar mudanças bruscas de temperatura, exposição ao frio com pouco agasalho e contato com pessoas resfriadas.

Há também alguns remédios naturais que podem ajudar na prevenção e no tratamento da infecção respiratória. O alho, por exemplo, é um antibiótico natural, útil para complementar o tratamento a gripes, resfriados e sinusites. O gengibre, idem - é ótimo para reduzir a tosse e expectorar o pulmão. Porém, atenção: não adote essas receitas sem o aval do médico.

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