Dr. Marcus Renato

ESPECIALIDADE

Puericultura

Pediatria

Amamentação

ONDE ATENDE

Rua Carlos Gois, 375/ sala 404, Leblon - Rio de Janeiro

Dr. Marcus Renato

Apresentação

Pediatra graduado pela UFRJ com especialidade em puericultura, ou seja, nos cuidados com o desenvolvimento infantil desde a fase pré-natal, e amamentacão com atuação clínica no atendimento a nutriz (mulheres na fase de amamentação).

 

 

O que Trata

Pediatria, Puericultura e Amamentação.

Formação Acadêmica

Especialista em Medicina Preventiva e Social pelo IMS/UERJ. Mestrado em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz. Especialista em Amamentação pelo International Board Certified Lactation Consultant desde 2001. Especialista em Comunicação & Saúde pelo ICICT - FioCruz.

Cargos e Títulos

Docente da Faculdade de Medicina - UFRJ e do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina - UFRJ. Editor do www.aleitamento.com. Organizador do livro “Amamentação - bases científicas” e coautor do livro “Da Gravidez à Amamentação”. Coordenador do Curso de Especialização em Atenção Integral à Saúde Materno Infantil da Maternidade Escola da UFRJ desde 2006. Preceptor da Residência Multiprofissional em Saúde Perinatal da Maternidade Escola desde 2010. Presidente do I e II Congresso Virtual de Aleitamento Materno (2011 e 2013).

Criança

25/08/2014 06:00 - Atualizado em 05/12/2016 10:48

Alimentação até os 2 anos: Pediatra orienta pais e dá dicas

Depois do leite materno, saiba como introduzir a comida caseira no cardápio infantil.

POR

Dr. Marcus Renato

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Montar um cardápio cheio de saúde e nutrientes complementar à amamentação pode parecer complicado. Mas sequindo recomendações especializadas, é possível contribuir para o bom desenvolvimento da criança sem se apavorar. Lembre-se: quanto mais alimentos naturais, melhor!

Leia o artigo do pediatra Marcus Renato, do portal Aleitamento.com, e comece a planejar as refeições.

Um momento muito delicado na vida dos bebês é quando eles precisam receber outros alimentos além do leite materno. Infelizmente, há erros que colocam em risco a saúde das crianças, como a oferta de chás, mate, refrigerantes, café, achocolatados, biscoitos e outros alimentos industrializados. Estas bebidas e produtos geralmente têm em sua fórmula muito sal (sódio), açúcar, gorduras trans, conservantes, corantes, além de serem caros e impróprios para serem ingeridos nesta fase inicial da vida.

Leia mais sobre Alimentação Infantil

O termo utilizado para a introdução de novos alimentos e bebidas somada à amamentação é “Alimentação Complementar”. As comidas devem ser “complementos” – tornar completo – como mais uma fonte de energia e nutrientes que, sim!, já são garantidos com o leite materno. A recomendação da OMS, do Ministério da Saúde e da classe médica pediátrica é que a amamentação continue até 2 anos ou mais.

O tema “Comida Caseira” é para reforçar que crianças pequenas devem ser alimentadas com a mesma comida de suas famílias, só que com adaptações. Isto não significa deduzir que aos seis meses os bebês podem mudar diretamente da amamentação exclusiva para comer exatamente as mesmas refeições da família. Bebês maiores e crianças pequenas precisam receber os alimentos mais nutritivos da alimentação familiar, apropriadamente preparados (amassados, cortados) para desenvolverem suas habilidades para comer.

Veja dicas de Receitas Saudáveis

10 passos do Ministério da Saúde para alimentação de crianças menores de 2 anos:               

1. Dar somente leite materno até os 6 meses, sem oferecer água, chás ou quaisquer outros alimentos.

O leite materno contém tudo o que a criança necessita até os 6 meses de idade, inclusive água, além de proteger contra infecções. A criança que recebe outros alimentos além do leite materno antes dos 6 meses, principalmente através da mamadeira, incluindo água e chás, pode adoecer mais e ficar desnutrida.

2. A partir dos 6 meses, oferecer de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os 2 anos de idade ou mais.

A partir dos 6 meses, o organismo da criança já está preparado para receber alimentos diferentes do leite materno, que são chamados de alimentos complementares. Mesmo recebendo outros alimentos, a criança deve continuar a mamar no peito até os 2 anos ou mais, pois o leite materno continua alimentando a criança e protegendo-a contra doenças. Com a introdução da alimentação complementar, é importante que a criança receba água nos intervalos das refeições.

3. A partir dos 6 meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes) 3 vezes ao dia, se a criança receber leite materno, e 5 vezes ao dia se estiver desmamada.

Se a criança está mamando no peito, 3 refeições por dia com alimentos adequados são suficientes para garantir uma boa nutrição e crescimento no primeiro ano de vida. No segundo ano de vida, devem ser acrescentados mais dois lanches, além das 3 refeições. Se a criança não está mamando no peito, deve receber 5 refeições por dia com alimentos complementares já a partir do sexto mês. Algumas crianças precisam ser estimuladas a comer (nunca forçadas).

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4. A alimentação complementar deve ser oferecida sem rigidez de horários, respeitando-se sempre a vontade da criança.

Crianças amamentadas no peito, em livre demanda, desenvolvem muito cedo a capacidade de autocontrole sobre a ingestão de alimentos, aprendendo a distinguir as sensações de saciedade após as refeições e de fome após o jejum (período sem oferta de alimentos). Esquemas rígidos de alimentação interferem nesse processo de autocontrole pela criança. Esse aprendizado precoce é fundamental na formação das diferenças nos estilos de controle de ingestão de alimentos nos primeiros anos de vida.

A quantidade da refeição está relacionada positivamente com os intervalos entre as refeições (grandes refeições estão associadas a longos intervalos e vice-versa). É importante que as mães desenvolvam a sensibilidade para distinguir o desconforto do bebê por fome de outros tipos de desconforto (sono, frio, calor, fraldas molhadas ou sujas, dor, necessidade de carinho), para que elas não insistam em oferecer alimentos à criança quando esta não tem fome.

Sugere-se, sem esquema rígido de horário, que para as crianças em aleitamento materno sejam oferecidas 3 refeições complementares: no período da manhã, no horário do almoço e outra no final da tarde ou no início da noite.

Para as crianças já desmamadas, devem ser oferecidas 3 refeições mais dois lanches, assim distribuídos: no período da manhã (desjejum), meio da manhã (colação), almoço, meio da tarde (lanche), final da tarde ou início da noite (jantar).

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5. A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de colher. Começar com consistência pastosa (papas/ purês) e, gradativamente, aumentar a sua consistência até chegar à alimentação da família.

No início da alimentação complementar, os alimentos oferecidos à criança devem ser preparados especialmente para ela, sob a forma de papas/ purês de legumes/ cereais/ frutas. São os chamados alimentos de transição. A partir dos 8 meses, podem ser oferecidos os mesmos alimentos preparados para a família, desde que amassados, desfiados, picados ou cortados em pedaços pequenos.

Sopas e comidas ralas/ moles não fornecem energia suficiente para a criança. Deve-se evitar o uso da mamadeira, pois a mesma pode atrapalhar a amamentação e é a principal fonte de contaminação e transmissão de doenças. Recomenda-se o uso de copos (copinhos) para oferecer água ou outros líquidos, dar os alimentos semi-sólidos e sólidos com prato e colher.

6. Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação colorida.

Desde cedo a criança deve acostumar-se a comer alimentos variados. Só uma alimentação variada evita a monotonia da dieta e garante a quantidade de ferro e vitaminas que a criança necessita, mantendo boa saúde e crescimento adequados. O ferro dos alimentos é melhor absorvido quando a criança recebe, na mesma refeição, carne e frutas ricas em vitamina C.

A formação dos hábitos alimentares é muito importante e começa muito cedo. É comum a criança aceitar novos alimentos apenas após algumas tentativas e não nas primeiras. O que pode parecer rejeição aos novos sabores e texturas, além da própria evolução da maturação dos reflexos da criança.

Os alimentos devem ser oferecidos separadamente para que a criança aprenda a identificar as suas cores e sabores. Colocar as porções de cada alimento no prato, sem misturá-las.

7. Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições.

As crianças devem acostumar-se a comer frutas, verduras e legumes desde cedo, pois esses alimentos são importantes fontes de vitaminas, cálcio, ferro e fibras.

Para temperar os alimentos, recomenda-se o uso cebola, alho, óleo, pouco sal e ervas (salsinha, cebolinha, coentro).

8. Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação.

Açúcar, sal e frituras devem ser consumidos com moderação, pois o seu excesso pode trazer problemas de saúde no futuro. O açúcar somente deve ser usado na alimentação da criança após 1 ano de idade. Esses alimentos não são bons para a nutrição da criança e competem com alimentos mais nutritivos. Deve-se evitar alimentos muito condimentados (pimenta, mostarda, ketchup, temperos industrializados, etc).

9. Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos, garantir o seu armazenamento e conservar de maneira adequada.

Para uma alimentação saudável, deve-se usar alimentos frescos, maduros e em bom estado de conservação. Os alimentos oferecidos às crianças devem ser preparados pouco antes do consumo; nunca oferecer restos de uma refeição.

Para evitar a contaminação dos alimentos e a transmissão de doenças, a pessoa responsável pelo preparo das refeições deve lavar bem as mãos e os alimentos que serão consumidos, assim como os utensílios em que serão preparados e servidos.

Os alimentos devem ser guardados em local fresco e protegidos de insetos e outros animais. Restos de refeições que a criança recusou não devem ser oferecidos novamente.

10. Estimular a criança doente ou em recuperação a se alimentar, oferecendo a alimentação habitual com seus alimentos preferidos, respeitando a aceitação dela.

As crianças doentes, em geral, têm menos apetite, logo não se deve forçá-las a comer. Para garantir uma melhor nutrição e hidratação da criança doente, aconselha-se oferecer os alimentos de sua preferência, sob a forma que a criança melhor aceite e aumentar a oferta de líquidos.

Para a criança com pouco apetite, oferecer um volume menor de alimentos por refeição e aumentar a frequência de oferta de refeições ao dia. Para que a criança doente se alimente melhor, é importante sentar-se ao lado dela na hora da refeição e ser mais flexível com horários e regras. No período de recuperação, o apetite da criança aumenta. Por isso, recomenda-se aumentar a oferta de alimentos nesse período, acrescentando pelo menos mais uma refeição nas 24 horas.

Enquanto a criança come com sua própria colher, a pessoa que serve deve ir oferecendo a ela alimentos com o uso de uma outra colher.

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