Criança

09/06/2014 09:00 - Atualizado em 03/12/2016 11:13

Alergia alimentar em crianças: veja sintomas, tratamento e cuidados

Coceira e inchaço nos lábios podem ser sintomas de alergia alimentar.

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Redação

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A alergia alimentar, ou hipersensibilidade alimentar, ocorre quando o sistema imunológico rejeita certo tipo de alimento. A defesa do nosso organismo pode confundir alguma substância da comida, que na verdade é inofensiva, com algo potencialmente perigoso, como uma toxina. E, nesse caso, uma reação alérgica reprime essa alimentação.

Cuidados com a alergia alimentar em crianças

Normalmente, a alergia alimentar se manifesta já na infância. Por isso, é muito importante que os pais percebam qualquer reação anormal da criança em uma refeição.

O contato da mucosa oral com a substância que causa a reação gera manifestações instantâneas, como coceira e inchaço nos lábios, palato e faringe, e vermelhidão na pele. Reações graves podem ocasionar pressão baixa e bloqueio das vias respiratórias. Mas também pode haver sintomas menos perceptíveis, como a alteração de hábitos intestinais, que inclui diarreia e presença de sangue nas fezes. Notando qualquer um desses sintomas, os pais devem procurar o acompanhamento médico para descobrir quais as substâncias que provocam as reações.

Alimentos associados à alergia alimentar

Foto: Shutterstock

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A alergia alimentar, tanto nas crianças quanto nos adultos, pode ter origem a partir da ingestão de qualquer alimento. Há alguns deles, no entanto, que produzem reações indesejáveis com maior frequência. Para as crianças, os principais são ovos, leite, soja, trigo, frutos do mar, amendoim, gergelim e algumas frutas. Em alguns desses casos, a alergia não ultrapassa o período da infância, mas isso não significa que os pais não devam encaminhar o devido tratamento para os filhos. Entre os alimentos citados que costumam causar hipersensibilidade para a vida toda, estão os frutos do mar e o amendoim.

É importante também distinguir a alergia da intoxicação alimentar e da intolerância. A intoxicação ocorre quando ingerimos alimentos contaminados com produtos tóxicos, enquanto a intolerância configura-se como a incapacidade do organismo de metabolizar o alimento.

Diagnóstico da alergia alimentar

Se não for detectada logo, a alergia alimentar pode ter graves consequências, como choque anafilático, que pode ser até mortal. Nas crianças, pode causar desnutrição prolongada e danos ao aparelho digestivo, além de queda de cabelo e problemas na pele.

Existem algumas maneiras de detectar a alergia alimentar e sua origem. É importante ressaltar que essas técnicas devem ser aplicadas somente com supervisão médica.

Conheça os métodos:

- Testes cutâneos: são realizados por alergistas e, isolados, não confirmam o diagnóstico - apenas detectam a presença dos anticorpos IgE (Imunoglobulina E) específicos para os alimentos testados, demonstrando sensibilização. Devem ser aplicados apenas testando alimentos suspeitos.

- Dosagem de IgE específica: demonstram se o paciente tem anticorpos IgE específicos para determinado alimento. Também devem ser testados apenas alimentos suspeitos de causarem a alergia alimentar.

- Dieta de exclusão: exclui-se o alimento suspeito da dieta do paciente. Deve ser realizada com um número limitado de alimentos, de acordo com o histórico clínico. Depois de duas a seis semanas de exclusão, observam-se se os sintomas desapareceram.

- Testes de provocação oral: se os sintomas desaparecerem após a dieta de exclusão, é necessária a comprovação ingerindo o alimento suspeito. O teste é positivo caso os sintomas ressurjam, comprovando o diagnóstico. Esse exame é contraindicado quando o histórico do paciente inclui reação anafilática.

- Endoscopia e biópsia: avaliam pacientes com manifestações não mediadas por IgE.

Se você já passou por algum tipo de experiência parecida, conte-nos e deixe seu comentário. 

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