Criança

24/09/2014 01:03 - Atualizado em 08/12/2016 11:27

Água no ouvido na criança pode causar otite

Pais precisam ter atenção com a presença de água no ouvido da criança para evitar infecções.

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Redação

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Mal os dias começam a ficar mais quentes e a criançada já se agita, querendo pular na piscina. Depois da brincadeira, no entanto, vêm as consequências. Uma delas é, primeiramente, sensação de acúmulo de água no ouvido, e depois dor. Ambos os sintomas são comuns à otite.

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Irritação ou infecção do ouvido externo e do canal auditivo, a otite externa – ou ouvido de nadador, como também é conhecida – tem forte relação com a exposição à água no ouvido. A razão é que o contato frequente com o mar ou piscina pode favorecer a remoção da cera que protege o canal auditivo.

É na água poluída que também se concentram certas bactérias hidrofílicas, como o pseudomonas, responsável por contaminações auditivas. A proliferação de microorganismos no ouvido também pode ser desencadeada por lesões na pele da orelha externa provocadas por cotonetes, grampos e objetos, por exemplo, ou mesmo pelo atrito da toalha ao secar-se o ouvido.

Otite e a água no ouvido

Quando acometido por otite, o ouvido pode apresentar vermelhidão e inchaço. Além do mais, a pele da parte interna do canal auditivo fica mais sensível e sujeita a descamações. A sensação dolorida tende a ampliar-se ao tocar ou movimentar o local.

Nos casos mais graves, pode haver ainda aumento do tamanho ou até perfuração do tímpano. A avaliação imediata de um médico é fundamental para que a infecção não se agrave.

Dentre as recomendações de otorrinolaringologistas na prevenção da otite, figuram: nunca introduzir objetos para limpar ou coçar o ouvido; enxaguar a orelha com cautela, ou seja, utilizando toalha macia para secar a parte interna da aurícula; evitar cotonetes, visto que essas hastes podem ou remover a cera que resguarda o ouvido ou empurrar o cerume para dentro do canal auditivo – ambas as situações podem ser prejudiciais; sempre que for nadar, fazer uso de protetores de ouvido (de preferência de silicone), assim impede-se o ingresso de água no ouvido.

Ainda como medida preventiva à otite, orienta-se a pingar no ouvido uma gota de vinagre, que evapora e auxilia na proteção local. A sugestão pode ajudar a combater a propagação de germes, mas só é válida se ainda não há infecção.

A otite de nadador pode ocorrer de forma aguda ou crônica. Neste último caso, o problema pode ser resultado de reações alérgicas ou de condições cutâneas crônicas à presença de água no ouvido, o que inclui eczema e psoríase, entre outras.

Tratamento para dores da água no ouvido

O tratamento da moléstia auditiva compreende no uso de analgésicos orais, além de antibióticos ou antifúngicos em gotas (medicação tópica). A aplicação de compressas quentes na região também contribui para o alívio da dor.

Se houver prurido (coceira), é possível que haja também secreção causada pela água no ouvido. A aspiração de eventual excreção retida pode ajudar a reduzir a pressão sobre o tímpano.

O ideal é sempre procurar um médico para pedir orientações antes de sair de férias. Assim, bem informados sobre como evitar os transtornos da dor de ouvido típica do verão, a temporada poderá ser mais aproveitada por papais e mamães, e, naturalmente, pelas crianças, que poderão brincar na água sem medo.

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