Clínica Geral

26/06/2015 05:29 - Atualizado em 02/12/2016 08:35

Zumbis na vida real? Conheça a Síndrome de Cotard

Síndrome de Cotard é transtorno neurológico no qual a pessoa acredita estar morta e sem órgãos.

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Redação

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Já imaginou conhecer alguém que se pareça com um zumbi? Pois saiba que eles existem e ainda acreditam que são mortos-vivos de verdade. Não tem nada a ver com cosplay, fantasia ou brincadeira, mas sim com a Síndrome de Cotard, um transtorno pouco conhecido, mas que assusta pelos danos psicológicos que causa em seus portadores.

Parece coisa de filme, mas é real. O problema também é conhecido como “síndrome do cadáver ambulante” e se caracteriza por um distúrbio psicológico muito raro, que faz a pessoa acreditar que está morta. Ela pode pensar que não tem sangue circulando em suas veias, que seus órgãos estão parados e decompostos ou que não possui familiares e amigos. 

sindrome de cotard

O que é a Síndrome de Cotard?

São inúmeras as causas que podem desencadear um quadro da Síndrome de Cotard. O transtorno está relacionado com zonas do cérebro que são alteradas, transformando a personalidade, atrofiando o cérebro e levando a transtornos, como bipolaridade e esquizofrenia. Além disso, enxaquecas muito fortes e depressão profunda também são um ponto de partida para o problema.

Os sintomas da síndrome incluem ansiedade, crença de que está morto, sentimento de podridão dos órgãos internos, sensação de imortalidade, sentimento de culpa, insensibilidade à dor, tendência ao suicídio, alucinações e negativismo. As pessoas com o transtorno também podem sentir o cheiro de carne podre e se sentirem paralisadas, não se reconhecendo nem aqueles que o cercam.

Como a pessoa com o transtorno acredita que está morta, tende a ter pensamentos depressivos e de ansiedade. Assim, é comum que se desenvolva em pacientes de doenças mentais e neurológicas.

A Síndrome de Cotard possui cura, mas o tratamento é feito de forma individual e com acompanhamento psiquiátrico. Geralmente, o médico administra medicamentos antidepressivos, antipsicóticos e estabilizadores de humor.

Em casos graves, pode ser necessário incluir remédios combinados a sessões de eletrochoque e terapia eletroconvulsiva. O objetivo dos choques elétricos é estimular o cérebro e zonas que permitam manter os sintomas da síndrome sob controle.

Casos da Síndrome de Cotard

Em 1880, foi diagnosticado o primeiro caso da Síndrome de Cotard, chamada assim pelo médico que a descobriu. Jules Cotard, um neurologista da França, descreveu a situação de Mademoiselle X, uma mulher que, aos 43 anos, sofria de uma tristeza grave, com manifestações de ansiedade extrema e delírios hipocondríacos. Ela era crente de que não possuía órgãos em seu corpo.

Graham Harrison, um encanador do Reino Unido, é um dos casos mais recentes da síndrome. Em 2013, ele acordou após uma tentativa de suicídio, acreditando que estava morto. Por tentar morrer eletrocutado, pensou que seu cérebro havia se desintegrado e passou a agir como um zumbi. Diagnosticado com a síndrome, não distinguia cheiros e gostos, não vendo sequer sentido em se alimentar.

Harrison começou a perambular por cemitérios, agindo como morto-vivo. Depois de realizados exames de imagens, os médicos conseguiram perceber áreas do cérebro que permaneciam sem atividade, como se ele estivesse em estado vegetativo. Após alguns anos, recebendo tratamento psicoterápico e medicações, ele conseguiu se curar dos delírios.

Já tinha ouvido falar da Síndrome de Cotard? Deixe um comentário! E se mantenha ligado nas novidades de saúde que encontra aqui no Vivo Mais Saudável.

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