Clínica Geral

26/06/2014 09:00 - Atualizado em 10/12/2016 07:15

Vitiligo altera a pigmentação da pele. Veja qual é o tratamento

Vitiligo não é contagioso e não prejudica a saúde física do paciente.

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Redação

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O vitiligo é uma doença dermatológica que se caracteriza pelo surgimento de manchas brancas, de diferentes tamanhos e formas, que aparecem principalmente no rosto, mãos, pés, joelhos e cotovelos. Ela acontece devido à perda de pigmentação natural da pele. Entre famosos que sofrem ou sofreram de vitiligo, estão o falecido cantor Michael Jackson, o rapper Rappin’ Hood, o apresentador de TV Lee Thomas e a atriz Luíza Brunet.

Causas do vitiligo

Foto: Shutterstock

Foto: Shutterstock

O vitiligo não é contagioso e é benigno, não prejudicando a saúde física do paciente. A enfermidade atinge a cerca de 1% da população brasileira, afetando igualmente ambos os sexos. Costuma se manifestar por volta dos 30 ou 40 anos de idade, mas pode aparecer em qualquer altura da vida. A doença pode estar associada a três doenças autoimunes (quando o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis): doença de Addison, hipertireoidismo e anemia perniciosa.

A causa da ocorrência de vitiligo é desconhecida, mas a teoria mais aceita é que ele se dá quando células imunológicas destroem células que produzem os melanócitos, o pigmento marrom da pele. Há também a possibilidade de a doença ser causada por substâncias como a hdroquinona, presente em materiais como borracha e alguns tecidos, que teria o efeito de provocar despigmentação na pele.

A característica do vitiligo são manchas bem delimitadas na cor de pele sem pigmento, que ficam bastante destacadas em pessoas de tez morena, em função do contraste. O aparecimento das manchas não pode ser previsto e é possível ocorrer regressão em algumas regiões ao mesmo tempo em que outras manchas surgem em diferentes locais.

Diagnóstico do vitiligo

O diagnóstico clínico do vitiligo se dá quando o médico examina as lesões e pede exames laboratoriais. Eles vão confirmar se é realmente o caso ou se as manchas foram causadas por outro motivo, como sol ou micoses.

Um dos métodos utilizados é a luz de Wood, uma luz ultravioleta portátil que faz áreas com menos pigmentação brilharem. Pode ser necessária a biópsia da pele, retirando parte do tecido, para descartar outras possíveis causas. Outra medida que o médico pode solicitar é o exame de sangue, para checar os níveis da tireoide e outros hormônios.

Tratamento para o vitiligo

Os tratamentos mais comuns são longos e geralmente envolvem a aplicação de pomadas à base de cortocosteroides, loções com imunossupressores (como pimecrolimus e tacrolimus), fototerapia (exposição ao sol com o uso de substâncias fotossensibilizantes) e medicamentos tópicos (como metoxisaleno).

É possível ainda remover a pele de áreas pigmentadas e colocá-las em locais com perda de pigmentos. A maquiagem também é uma opção para disfarçar manchas mais discretas. Se o vitiligo ataca mais de 50% da pele, pode ser recomendada a despigmentação total do corpo – seria o último recurso possível.

Um fator importante da doença é que a melanina se constitui também de uma proteção à pele. Logo, as áreas despigmentadas ficam mais suscetíveis a doenças de pele provocadas pela longa exposição ao sol sem o uso de protetor solar.

Não há como prevenir o vitiligo, mas as recomendações usuais para cuidar da pele servem também para o portador da doença: evitar o sol das 10h às 17h, aplicar protetor solar e manter a pele sempre hidratada. Se reparar manchas que podem ser decorrência dessa doença, procure um dermatologista para a confirmação do diagnóstico.

Você possui essa doença? Ou conhece alguem que possui? Conte para gente quais foram os sintomas e os tratamentos que você teve.

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