Clínica Geral

15/12/2015 01:29 - Atualizado em 29/11/2016 04:21

Vírus zika: Ministério da Saúde orienta grávidas sobre o pré-natal

Vírus transmitido pelo Aedes aegypti tem relação com com casos de microcefalia em bebês.

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Redação

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O Ministério da Saúde lançou no último dia 14 o Protocolo de Atenção à Saúde e Resposta à Ocorrência de Microcefalia Relacionada à Infecção pelo Vírus Zika. O objetivo é orientar futuras mães sobre o atendimento desde o pré-natal até o desenvolvimento da criança com a malformação do crânio.

Até o início de dezembro, foram 1.761 casos suspeitos de microcefalia em 422 municípios brasileiros. O estado de Pernambuco registrou o maior número de ocorrências. Saiba mais sobre o protocolo do Ministério da Saúde a seguir.

bebê com vírus zika

Orientações sobre o vírus zika na gestação

O plano lançado reforça a importância da oferta de métodos contraceptivos e da orientação para os casais que desejem engravidar. O alerta vale especialmente para os riscos de contaminação pelo vírus zika. Além disso, os agentes de saúde terão que redobrar esforços para identificar gestantes no início da gravidez, visando a acompanhá-las desde o pré-natal.

Pré-natal

O apoio no primeiro trimestre da gestação é fundamental para a identificação de fatores de risco, como a infecção do vírus zika. Com o apoio de exames laboratoriais e ultrassonografia, o Ministério da Saúde quer detectar o desenvolvimento do feto, dar apoio às mães e estimular precocemente as crianças com microcefalia.

Após o lançamento do novo protocolo, os agentes de saúde deverão visitar as futuras mães a cada 30 dias. Antes, as visitam ocorriam a cada 60 dias. Eles também serão responsáveis por orientar sobre o cumprimento do calendário vacinal e o comparecimento às consultas, além de investigar os sintomas do zika, como febre e manchas vermelhas pelo corpo.

Parto

No que diz respeito ao período final da gestação, o protocolo reforça os benefícios do parto normal, inclusive para bebês com microcefalia, e a importância dos cuidados com o recém-nascido.

Crianças com suspeita da condição deverão passar por exame físico para medir o perímetro cefálicoAquelas com circunferência menor que 32 centímetros serão consideradas microcefálicas, tendo então que passar por exames neurológicos, coletas de sangue do cordão umbilical e da placenta e exames para detecção de deficiência auditiva.

A amamentação deve ocorrer naturalmente, pois é a principal fonte alimentar da criança até os primeiros 2 anos de vida. Além disso, até o momento não há evidências de transmissão do vírus zika pelo leite materno.

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Estímulo desde cedo

O protocolo do Ministério da Saúde também orienta sobre a importância de estimular precocemente as crianças com microcefalia. Elas deverão ser inseridas no Programa de Estimulação Precoce desde o nascimento até os 3 anos da idade.

Esse programa tem o objetivo de maximizar o potencial de cada criança, desde o crescimento físico até a maturação neurológica, reduzindo as consequências causadas pela malformação.

Para contribuir com o controle do zika e reforçar as medidas de prevenção do mosquito transmissor, as gestantes são encorajadas a utilizar repelentes e roupas compridas. Elas também devem evitar ambientes com acúmulo de água parada.

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