Clínica Geral

02/09/2015 11:22 - Atualizado em 02/12/2016 05:22

Veneno de vespa pode combater células cancerosas, aponta estudo

Toxina ataca as células doentes e faz com que elas percam moléculas essenciais para seu funcionamento.

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Redação

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A luta em busca da cura do câncer é constante. Estudos, pesquisas e testes confirmam a corrida contra o tempo de pesquisadores e cientistas. Agora, há uma nova evidência nessa jornada: o veneno da vespa brasileira Polybia paulista pode combater células cancerosas.

Uma molécula presente no veneno do inseto, batizada de MP1, tem a capacidade de atacar células do câncer, enquanto mantém as saudáveis intactas. Essa é uma descoberta promissora para a ciência, pois pode servir de base para novos medicamentos e tratamentos no combate à doença.

cientista analisa celulas cancerosas no microscopio

Entenda como o veneno atua nas células cancerosas

O estudo foi conduzido na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em parceria com pesquisadores da University of Leeds, da Inglaterra, e publicado na revista Biophysical Journal no início de setembro.

A descoberta está nas fases iniciais e ainda há muito para ser estudado. No entanto, caso confirmado a sua eficácia, o veneno da vespa Polybia paulista poderá fazer parte de uma nova classe de medicamentos oncológicos.

A toxina, produzida originalmente para preservar presas capturadas e armazenadas nos ninhos dos insetos, não ataca as células normais, mas interage com os lipídeos, ou seja, as moléculas de gordura que ficam na superfície das células cancerosas.

A substância, ao entrar em contato com a membrana dessas células, afeta a sua base, fazendo com que moléculas essenciais para o funcionamento sejam perdidas.

A pesquisa, a partir de agora, deverá manipular a estrutura da MP1 a fim de verificar outros formatos da molécula e avançar com experimentos com animais, até chegar aos ensaios clínicos com seres humanos.

O grande ponto positivo da descoberta é que a toxina não afeta as células saudáveis, fundamentais para que o organismo possa se recuperar de um tratamento intensivo. Além disso, atinge as células cancerosas resistentes a outras drogas.

mulher careca com celulas cancerosas

O câncer no Brasil

A triste realidade do câncer é comum em todos os países. A doença, até agora sem cura, aposta em tratamentos medicamentosos e cirúrgicos para eliminar tumores e células cancerosas.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), juntamente ao Ministério da Saúde, a estimativa para o ano de 2014, que também é válida para o ano de 2015, aponta que houve 576 mil casos novos de câncer no país.

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Em primeiro lugar, fica o câncer de pele do tipo não melanoma (182 mil casos novos), seguido dos tumores de próstata (69 mil), câncer de mama feminino (57 mil), cólon e reto (33 mil), pulmão (27 mil), estômago (20 mil) e colo do útero (15 mil).

A torcida é para que os estudos progridam e que a recente descoberta possa ser utilizada em tratamentos ainda mais eficazes para a cura do câncer. Os avanços da medicina oferecem esperança e recebem a expectativa de um mundo inteiro que lida com essa realidade.

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tratamento do câncer
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