Clínica Geral

12/12/2014 08:19 - Atualizado em 29/11/2016 10:33

Veja dicas para evitar a leptospirose

Conhecer as formas de contágio e agir preventivamente são vitais para fugir da leptospirose.

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Redação

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Uma bactéria do gênero Leptospira é a grande vilã da leptospirose. Presente na urina de animais de diferentes espécies, ela é transmitida aos humanos pelo contato direto, dando origem à doença. Se não for tratada, a doença pode provocar hemorragias internas e insuficiência renal. Entenda como se prevenir e evitar o problema.

Leptospirose está associada à urina de ratos

Também conhecida como Síndrome de Well, a leptospirose é transmitida geralmente pela urina de roedores, suínos, caninos e bovinos. A bactéria pode sobreviver indefinidamente nos rins dos animais infectados, sem provocar nenhum sintoma. No meio ambiente, ela permanece viva até seis meses depois de ter sida expelida na urina.

leptospirose

Quando a leptospirose não é combatida logo na fase inicial, geralmente é necessário recorrer à internação hospitalar. Entre as possíveis complicações decorrentes do problema, estão as hemorragias internas, a infecção renal aguda e a insuficiência hepática e respiratória. Atenção aos seguintes sintomas:

- Dor muscular localizada (geralmente nas panturrilhas e nas costas)

- Dor abdominal

- Cefaleia (dor de cabeça)

- Febre

- Náuseas e vômitos

- Falta de apetite

- Diarreia

- Tosse

- Calafrios

- Olhos vermelhos

Enchentes favorecem transmissão da leptospirose

Como o contágio se dá com o contato direto com a bactéria, o aumento das chuvas no verão e as consequentes enchentes devem receber especial atenção, pois essa é uma das formas de transmissão mais comum. Durante as enchentes, a urina de animais presente nos esgotos e bueiros mistura-se à enxurrada e à lama.

Qualquer pessoa que entrar em contato com a água suja pode ser infectada pela leptospirose, porque a bactéria penetra no corpo pela pele, em especial através de pequenos ferimentos, como arranhões.

Além disso, os veterinários e tratadores de animais estão mais sujeitos à doença, pois o risco de entrar em contato com a urina, o sangue e os tecidos dos animais infectados aumenta no exercício da profissão.

Prevenir é o melhor remédio

As medidas mais eficazes para combater a leptospirose dizem respeito a ações de grande porte, como obras de saneamento básico - aqui inclusos lixo, água e esgoto -, melhorias nas habitações e no controle de animais roedores.

Além disso, é possível adotar alguns procedimentos simples para prevenir a contaminação. Obviamente, a principal recomendação diz respeito a evitar o contato com a água suja proveniente de enchentes. Conscientize sua família - especialmente seus filhos - a respeito dos riscos.

Se for necessário remexer e entrar em contato com um conteúdo potencialmente nocivo, não esqueça de usar botas e luvas impermeáveis de borracha, além de roupas apropriadas para o processo.

Utilize água sanitária para desinfectar os reservatórios de água da sua casa: um litro de água sanitária para cada 1.000 litros de água é a medida ideal para eliminar a bactéria.

Tenha especial cuidado com o acondicionamento e o destino do lixo, para evitar a presença indesejada de ratos. Além disso, armazene os alimentos de forma adequada procure vedar frestas e aberturas em portas e janelas.

Lave os alimentos com bastante cuidado, especialmente frutas e verduras que serão consumidas cruas. Se possível, ferva a água antes de usá-la no preparo de alimentos.

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