Clínica Geral

05/09/2014 01:12 - Atualizado em 08/12/2016 01:05

Veja como tratar retinopatia diabética sem recorrer à cirurgia

Retinopatia diabética é a principal causa de perda de visão entre as pessoas adultas.

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Redação

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A retinopatia diabética pode ser definida como um conjunto de alterações nos vasos sanguíneos e na retina causada pela diabetes. Esta doença pode ser considerada complexa e progressiva e afeta os vasos sanguíneos do olho do paciente.

Quase 10% da população mundial sofrem de diabetes, e a retinopatia diabética se desenvolve em cerca de 50% das pessoas que têm a doença. Elas apresentam um risco 25 vezes maior de perder a visão do que alguém que não apresenta este quadro.

retinopatia-diabetica


Quais as causas da retinopatia diabética?

O constante aumento da glicose no sangue faz com que todos os tecidos do corpo fiquem impregnados por esta substância. Isto pode implicar também na aceleração da catarata, em alguns tipos de glaucoma e nas neurites periféricas que os diabéticos costumam apresentar.

Grande parte das pessoas que têm diabetes desenvolvem mudanças na retina após conviverem por aproximadamente 20 anos com a doença, e cerca de 80% das pessoas com a doença por mais de 15 anos possuem alguma lesão nos vasos de sangue da retina.

Quando isso ocorre, um material anormal é depositado nas paredes dos vasos sanguíneos da retina. Isso pode fazer com que os vasos sanguíneos fiquem mais estreitos ou até mesmo bloqueados, o que causa deformidades conhecidas como microaneurismas. Os microaneurismas se rompem e causam hemorragia e infiltração de gordura na retina.

Tipos da doença

Retinopatia Diabética Não-Proliferativa: Pode variar de inicial, moderada a severa. Pode ocorrer a isquemia na retina, porém sem neovasos. Pode ocorrer edema na retina, e caso seja criado um edema macular pode baixar muito a visão central.

Retinopatia Diabética Proliferativa: quando a doença dos vasos sanguíneos da retina progride, o que ocasiona a proliferação de novos vasos anormais que são chamados “neovasos”. Os neovasos são extremamente frágeis e também podem sangrar para dentro do olho (cavidade vítrea), ocasionando uma baixa ou até mesmo perda da visão.

Além do sangramento, os neovasos podem crescer ao longo da retina e da superfície do humor vítreo causando graus variados de destruição da retina e dificuldade visual.

Como tratar a retinopatia diabética?

O médico ortomolecular e oftalmologista José Henrique Tamburini explica que nem sempre o tratamento a laser é o melhor para a retinopatia diabética. “A oftalmologia, numa visão muito especializada, esquecendo que o olho faz parte de um todo, oferece ao paciente a aplicação do raio laser, que melhora temporariamente a evolução da doença – sendo que, como se trata de uma energia, ao atravessar o cristalino precipita as proteínas do mesmo, acelerando a evolução da catarata."

Ele afirma ainda que a evolução da medicina ortomolecular e os antioxidantes utilizados por meio de manipulação ou até mesmo de forma intravenosa podem atuar na reversão das lesões nos olhos e em toda a microcirculação dos órgãos.

“Ressalte-se que isto é possível, na fase não proliferativa do diabetes. Em fases mais adiantadas também podem ocorrer melhoras, porem em menores proporções. As vantagens em relação ao Laser são: melhora de todo o sistema vascular, especialmente a microcirculação; não desenvolve precocemente à catarata, não lesa células sadias e estabiliza a doença”, completa Tamburini.

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