Clínica Geral

19/05/2015 04:10 - Atualizado em 03/12/2016 12:26

Vacina contra AIDS será testada em humanos em 2016

Um instituto espanhol está desenvolvendo a vacina, cujos testes com animais tiveram bons resultados.

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Redação

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Atualmente, o Ministério da Saúde estima que 530 mil pessoas vivam com o vírus HIV no Brasil. Entre elas, 135 mil não sabem ou nunca fizeram o teste para ter o diagnóstico. Ainda não existe cura para a AIDS e os tratamentos apenas controlam os sintomas e diminuem as complicações.

O Instituto de Pesquisa da AIDS (IrsiCaixa), na Espanha, está desenvolvendo uma vacina contra AIDS. Os testes clínicos da vacina terapêutica contra a doença vão começar a ser feitos em um grupo de aproximadamente 200 voluntários a partir do próximo ano.

vacina contra AIDS

Desenvolvimento da vacina contra AIDS

A vacina contra AIDS foi desenvolvida por pesquisadores do IrsiCaixa, de Barcelona. É a primeira baseada na resposta imunológica de um pequeno grupo de pessoas, que são capazes de controlar a infecção por HIV sem tratamento antirretroviral. A fase inicial de testes, feita com animais como ratos e macacos, teve bons resultados.

Com isso, a partir de 2016, a vacina será utilizada em humanos. Segundo o instituto, atualmente estão sendo produzidos os lotes clínicos que serão administrados para esses voluntários. Até lá, são desenvolvidas avaliações para a aprovação pela Agência Espanhola de Remédios e Produtos Sanitários, que é responsável pela liberação dos testes em pacientes.

Hoje em dia, os tratamentos disponíveis usam antirretrovirais, que apenas ajudam a controlar a progressão da infecção por HIV, mas não conseguem eliminar o vírus do organismo. Por isso, os médicos consideram que a melhor maneira de combater o HIV e a doença é desenvolver uma vacina contra AIDS que seja efetiva.

A previsão é que os testes em humanos inciem ao longo de 2016, sendo divididos em duas fases. A primeira terá duração de um ano, com o objetivo de testar a segurança e a capacidade de uma resposta imunológica forte e duradoura.

A segunda fase vai durar até um ano e meio e avaliará a eficácia da vacina contra AIDS para conseguir uma cura funcional, impedindo a atuação do vírus após a retirada da medicação antirretroviral.

Dados sobre a AIDS no Brasil e no mundo

O contágio pode ocorrer por meio de relações sexuais desprotegidas ou por transmissão sanguínea e vertical (de mãe para filho). Segundo dados do Ministério da Saúde, a cada ano são registrados uma média de 36 mil novos casos de AIDS no Brasil. Em relação aos óbitos, são cerca de 11,5 mil por ano.

Atualmente, os homens ainda são os mais afetados pela doença em relação as mulheres, mas essa diferença vem diminuindo ao longo dos anos. A faixa etária em que a AIDS é mais incidente, em ambos os sexos, é a de 25 a 49 anos de idade.

No mundo, desde que a doença foi descoberta, mais de 60 milhões de pessoas foram infectadas e houve 30 milhões de óbitos relacionados ao HIV. Apesar de as novas infecções terem reduzido 20% nos últimos 10 anos, ainda existem regiões, como a África Subsaariana, que possuem 22 milhões de pessoas com o vírus, o que representa 5% do total de habitantes.

A vacina contra AIDS tem como objetivo não só controlar os sintomas e diminuir novas infecções, mas também conseguir curar as pessoas que convivem com a doença e tem a sua qualidade de vida prejudicada.

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