Clínica Geral

14/07/2014 05:30 - Atualizado em 06/11/2016 12:57

Uso de estatinas para controle do colesterol gera polêmica. Saiba mais!

Mesmo sendo eficazes na redução do colesterol ruim, as estatinas causam polêmica no meio médico.

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Redação

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Embora o termo estatinas não seja tão familiar quanto o colesterol, saiba que eles estão intimamente ligados. As estatinas são um grupo de substâncias, denominadas lipoproteínas, muito empregadas pela Medicina para reduzir os altos níveis de colesterol no sangue.

Estatinas são eficazes contra o mau colesterol

Por serem efetivas na redução do colesterol considerado ruim, do tipo LDL e VLDL, as lipoproteínas são consideradas essenciais ao organismo humano. Contudo, de forma suplementar e em excesso, podem resultar em efeitos colaterais indesejados à saúde.

estatinas

Foto: Shutterstock

As estatinas possuem alta eficácia ao reduzir os níveis do mau colesterol. Em longo prazo, a manutenção desta gordura em níveis aceitáveis na corrente sanguínea atua diretamente na redução de doenças degenerativas.

Entre elas, podem ser citadas as alterações vasculares que levam à arteriosclerose, a obstrução das artérias do coração, dos rins, do cérebro e da circulação.

O problema é que as estatinas, ainda que eficazes, são um medicamento e, como toda droga, oferecem riscos à saúde. É por este motivo que elas só podem ser ministradas sob a orientação de um profissional médico, que ainda deve acompanhar a evolução do tratamento e os resultados de uso das lipoproteínas.

Riscos das estatinas

- Sistema nervoso: as estatinas podem provocar dor de cabeça, insônia, problemas de memória, neurites e formigamentos.

- Sistema endócrino: embora controlem o colesterol, as estatinas podem aumentar a presença de açúcar no sangue e gerar ganho de peso.

- Sistema hematológico: há risco de sangramento por trombocitopenia, que é a redução para quantidades muito baixas das plaquetas do sangue.

- Sistema digestivo: as estatinas podem causar hepatite tóxica, falta de apetite, vômito e diarreia.

- Doenças do fígado e vias biliares: o uso de estatinas pode aumentar níveis de enzimas hepáticas. Também está prevista a colestase, uma obstrução de vias biliares intra-hepáticas que se manifesta por icterícia e coceira.

- Alcoolismo: quem abusa do álcool se torna mais vulnerável após efeitos colaterais hepáticos e severos gerados pelo uso de estatinas.

- Músculos: há relatos de dores musculares intensas, cãibras e fraqueza.

- Pele: coceira, urticária e edemas podem ocorrer, além da queda de cabelos.

- Impotência sexual: este é um risco do uso de estatinas por homens.

Estatinas levam a novos parâmetros

O tratamento de combate ao colesterol elevado, no Brasil, considera as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). As mais recentes, publicadas em setembro de 2013, estabeleceram parâmetros que reduziram para 70 miligramas por decilitro de sangue o limite considerado saudável de colesterol ruim.

Este índice é considerado para pacientes com alto risco de doenças cardiovasculares, entre os quais se incluem aqueles com histórico familiar de patologias e os fumantes, por exemplo. Antes disso, a taxa era de 100 miligramas/decilitro de sangue.

Entre os especialistas, há quem acredite que os novos parâmetros sejam resultado do aumento no uso de remédios, em especial de estatinas. Recente artigo publicado em periódico da área cardíaca traz pesquisa que identificou aumento de 18% na incidência de diabetes em usuários de estatinas.

Em contraponto, outros médicos alegam que o medicamento é uma forma eficaz de prevenir doenças, lembrando que, todos os anos, o Brasil registra 344 mil mortes consideradas evitáveis doenças cardiovasculares, conforme dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia.


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