Clínica Geral

22/11/2014 11:22 - Atualizado em 07/12/2016 03:17

Tratamento da Aids conta com dois novos remédios gratuitos

Com os medicamentos, 135 mil soropositivos terão maior facilidade no tratamento da Aids.

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Redação

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Uma boa notícia para portadores do vírus HIV. O Ministério da Saúde deverá começar, a partir das próximas semanas, a distribuição de dois novos medicamentos para o tratamento da Aids. As duas novas formulações serão distribuídas via Sistema Único de Saúde (SUS) e devem beneficiar, aproximadamente, 135 mil pessoas que fazem tratamento da Aids.

Tecnologia no tratamento da Aids

Uma das novidades para o tratamento de combate à doença é o ritovanir 100 mg na apresentação termoestável. Esse remédio poderá ser mantido em temperatura de até 30 graus centígrados.

Essa apresentação é um grande avanço, segundo o Ministério da Saúde, porque este medicamento, que era distribuído pelo SUS, precisava ser armazenado em câmara fria, com temperatura entre 2 e 8 graus centígrados.

Outra novidade bem importante no tratamento da Aids é a distribuição do tenovir 300 mg associado com a lamiduvina 300 mg em um só comprimido. O chamado “dois em um” é de produção nacional e tem distribuição da Farmanguinhos/Fiocruz. A distribuição dessa medicação deve começar já em dezembro.

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Nova apresentação vai aumentar adesão ao tratamento da Aids

Dados do Ministério da Saúde apontam que, hoje, no Brasil, aproximadamente 75 mil pacientes fazem tratamento da Aids com o uso das monodrogas, tomando um comprimido de tenofovir e dois de lamivudina 150 mg diariamente.

A nova apresentação deverá melhorar a adesão ao tratamento, justamente por facilitar a administração dos remédios. A versão “dois em um” do medicamento será colocada à disposição somente para pacientes que não possuem indicação clínica de uso conjunto com efavirenz 600 mg.

Hoje, são oferecidos pelo Ministério da Saúde 22 remédios com 39 fórmulas. Entre 2005 e 2013, o Brasil mais que dobrou o número de pacientes em tratamento da Aids. Essse dado passou de 165 mil doentes, em 2005, para aproximadamente 350 mil soropositivos em 2013.

Evolução do diagnóstico e tratamento

Quando a epidemos de Aids teve início, em 1984, as opções de tratamento eram bastante escassas, basicamente inexistentes. Mas, desde então, avanços começaram a ocorrer e cada vez mais as opções em tratamento são investigadas e pesquisadas. A primeira morte confirmada por Aids foi registrada em 1981, antes de a doença ser oficialmente reconhecida . Os casos foram diagnosticados em Nova York e na Califórnia.

No Brasil, os primeiros casos também foram registrados no início da década de 1980. Não se sabia exatamente que tipo de doença era aquelas, mas já entre os anos de 1977 e 1978 havia informações sobre “um tipo de câncer” que estaria atingindo o sistema imunológico de seres humanos levando o organismo a não conseguir reagir a doenças tidas como fracas, ocasionando complicações que levariam à morte.

Em 1985, em resposta à doença, o Brasil lançou as diretrizes para o Programa Nacional de Controle da Aids, oficializado em 1986. Este programa foi gerido pela Comissão Nacional de Controle da Aids, um grupo formado por cientistas e membros de organizações da sociedade civil, em 1987. Em 1992, o programa foi reorganizado com mais ênfase na relação entre governo e sociedade.

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